Bernie Ecclestone parece que não se cansa de se meter em polêmicas. Deste vez o mandatário da Fórmula 1 vai ter que comparecer aos tribunais norte-americanos, já que a empresa Bluewaters Communications acionou a Suprema Corte de Nova York acusando o diretor da Formula One Management (FOM) de participar de uma fraude na venda de ações da F-1 para o grupo financeiro CVC. As informações são do site Bloomberg.
A Bluewaters pede cerca de 650 milhões de dólares (R$ 1,3 bilhão) à Ecclestone por danos, já que a empresa alega ter lançada a maior oferta quando o Bayern LB, banco alemão, venceu 47% do capital da Fórmula 1. O caso envolve o pagamento de propina no valor de 44 milhões de dólares ao banqueiro alemão Gerhard Gribkowski, diretor de riscos do banco BayernLB, por parte do chefão da Fórmula 1. Assim, o funcionário do banco repassaria os direitos da categoria ao grupo inglês CVC Capital Partners Ltd, mesmo com a empresa sendo a responsável pela menor oferta. Porém, a manobra manteria Bernie como diretor da F-1, algo que a Bluewaters não assegurava.
Com um documento de 27 páginas apresentado pela Bluewaters à justiça nova-iorquina, a empresa conclui que “Ecclestone enriqueceu indevidamente recebendo uma taxa imprópria; Gribkowsky enriqueceu indevidamente por aceitar uma propina; CVC, Alpha Prema, Alpha Topco, Delta Topco, Ecclestone e Gribkowsky devem devolver os lucros legitimamente pertencentes à Bluewaters”. Segundo a empresa norte-americana, o valor de mercado atual da F-1 gira em torno de dez bilhões de dólares (R$ 21 bilhões).
No primeiro semestre de 2012, Gerhard Gribkowski foi condenado pela justiça da Alemanha a oito anos e meio de prisão.
