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Haddad promete manter F-1 em São Paulo e fala em acordo de dez anos

André Sender e Bruno Ceccon São Paulo (SP)

Prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad visitou o paddock do Autódromo de Interlagos neste domingo, poucos minutos antes do início do Grande Prêmio do Brasil, e prometeu manter a Fórmula 1 no circuito – o contrato com a categoria vence em 2014.

“Não vamos perder a Fórmula 1 em Interlagos. É tradicional, os pilotos gostam, as escuderias gostam, o Bernie gosta e São Paulo ama”, discursou o prefeito, que toma posse em 2013 e conheceu Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1, na última sexta-feira.

Para renovar o acordo com São Paulo, a organização do campeonato exige uma grande reforma em Interlagos. A mudança mais importante é a construção de uma nova área de boxes ao lado da reta oposta, obra com custo avaliado em cerca de R$ 120 milhões, já que o local utilizado atualmente é alvo de reclamações das equipes.

Ainda que prometa realizar as obras para manter a Fórmula 1 na capital paulista, frustrando outras possíveis sedes, a exemplo de Santa Catarina, que recebeu a visita de Ecclestone durante a semana, Haddad deseja assinar um contrato extenso com a categoria, maior do que o último acordo, com validade de seis anos.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Fernando Haddad, o prefeito eleito de São Paulo, promete manter a Fórmula 1 no Autódromo de Interlagos
“Estamos falando de um contrato para 2022 ou talvez para depois. Se você fizer um contrato de longo prazo, não há nenhuma objeção a fazer as melhorias necessárias. O investimento tem que ser compatível com o prazo do contrato. É uma negociação que vai transcorrer normalmente”, declarou o petista.

Investir em Interlagos para atender os desejos da Fórmula 1 não significa diminuir o montante gasto em áreas como saúde e educação, garantiu o futuro prefeito. Ele ainda argumentou que a realização da prova em São Paulo tem consequências positivas para diferentes segmentos.

“Toda a rede hoteleira está ocupada agora, gerando impostos para a cidade que vão ser investidos em saúde e educação. O evento aumenta o prestígio de São Paulo, dá retorno para restaurantes, bares, hotéis e gera empregos. Os investimentos são suportáveis para a cidade, sobretudo à luz de um contrato de longo prazo”, reiterou.

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