Motor/Fórmula 1 - ( - Atualizado )

Schumacher nega tristeza por despedida e é reverenciado por Vettel

André Sender e Bruno Ceccon São Paulo (SP)

Se em 2006 Michael Schumacher se despediu em alta da Fórmula 1 no Grande Prêmio do Brasil, seis anos depois o Autódromo de Interlagos será palco de um adeus melancólico do heptacampeão. Ainda assim, o alemão se disse feliz e ganhou elogios do discípulo Sebastian Vettel.

“Acho que tenho alguma experiência e por isso estou mais relaxado sobre os acontecimentos. Além disso, não estamos lutando pelo campeonato, como foi da outra vez. Bem, vou apenas tratar de aproveitar o máximo possível”, afirmou Schumacher na manhã desta quinta-feira, em Interlagos.

Em 2006, Schumacher perdeu o título para o espanhol Fernando Alonso ao terminar o Grande Prêmio do Brasil, vencido por Felipe Massa, na quarta colocação. Quatro anos depois, ele resolveu retornar à categoria pela Mercedes, mas não repetiu o mesmo brilho – seu melhor resultado desde então foi o terceiro lugar no Grande Prêmio da Europa deste ano.

Questionado se sente tristeza na véspera de sua segunda despedida, Schumacher vacilou por alguns instantes, mas negou. “Tentei terminar com sucesso. Não funcionou dessa vez, mas estou feliz por terminar aqui e partir para uma vida diferente outra vez”, declarou.

Campeão nas temporadas de 1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004, um recorde, Schumacher contabiliza 155 pódios, 1560 pontos, 91 vitórias e 68 pole positions em 307 corridas. O sucesso alcançado pelo astro impulsionou gerações de pilotos alemães, entre eles Sebastian Vettel.

Em seu último fim de semana na categoria, o heptacampeão mundial corre em São Paulo com um capacete pintado com uma frase de agradecimento: "A vida é paixão, obrigado por dividirem a minha".

Na briga para assumir o status de mais jovem tricampeão da história da Fórmula 1, Vettel conheceu seu ídolo ainda criança. Nos anos 1990, Schumacher participou da cerimônia de premiação de uma prova com a presença do atual piloto da Red Bull, na cidade alemã de Kerpen.

“O Michael foi meu herói de infância. Talvez ele possa tampar os ouvidos agora, mas era uma verdadeira inspiração para mim e para os outros garotos", disse Vettel, sentado ao lado do ídolo. "Quando o conheci, não sabia o que falar, porque não queria perguntar algo estúpido. Agora, temos uma relação normal de amizade, mas ele sempre será uma inspiração para mim”, completou.

Durante seu retorno melancólico à Fórmula 1, Schumacher teve a oportunidade de testemunhar a ascensão de Vettel, campeão mundial nas temporadas de 2010 e 2011. Tricampeão aos 31 anos, o veterano pode ver seu discípulo, nascido em 1987, reunir três títulos neste domingo.

“Somos amigos há muito tempo e segui a carreira dele na Fórmula 1. Vê-lo indo tão bem obviamente me deixa orgulhoso. Para quem acompanhou o começo (da carreira) dele em Kerpen, é um feito expressivo vê-lo dominante durante um bom período”, declarou o piloto.

Veja as possibilidades de cada piloto:

 
 

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