As pichações jurando atletas e dirigentes do Palmeiras de morte viraram caso de polícia e motivaram até mesmo os rivais a pedirem mais proteção aos colegas alviverdes. Contudo, as ameaças dos torcedores não atingiram o seu principal alvo: os próprios jogadores do Verdão. Tranquilo com relação a qualquer tentativa de agressão, o grupo de Gilson Kleina garantiu que a pressão da torcida será só mais um obstáculo a ser superado nestas últimas quatro rodadas do Brasileiro.
“Isso não nos prejudica. Dentro de campo não se ouve nada e a cabeça só pensa em vencer. Estamos sofrendo pressão desde a eliminação no Paulista para que a gente conseguisse ser campeão. E quem não aprendeu a lidar com isso até agora não vai aprender em quatro jogos. Temos é que tirar de letra e conseguir o ótimo resultado no domingo”, declarou o goleiro Bruno.
O temor com relação a qualquer princípio de violência fez com que a polícia de Presidente Prudente aumentasse o expediente para o jogo entre Palmeiras e Fluminense. O duelo poderá determinar a queda alviverde para a segunda divisão e ainda tornar o clube carioca campeão nacional desta temporada. Com o receio de que a torcida se revolte com um resultado negativo, a diretoria do Verdão também tratou de voltar atrás em um acordo com o Tricolor e disponibilizou apenas quatro mil ingressos para os visitantes.
Sem poder mandar seus jogos em São Paulo, por conta dos incidentes envolvendo os torcedores palmeirenses na derrota por 2 a 0 para o Corinthians, no Pacaembu, o Verdão também poderá se complicar no STJD nos próximos dias. Membros de uma organizada causaram um tumulto no empate por 2 a 2 com o Botafogo, no último domingo, em Araraquara, e prejudicaram a imagem do clube perante o tribunal.
O incidente contribuiu para que o Palmeiras escondesse boa parte de sua preparação para o jogo contra o Fluminense e determinou o veto aos adeptos que portarem objetos da torcida envolvida no choque com a polícia. Enquanto as autoridades ainda analisam as imagens para identificar os responsáveis pela confusão, o STJD formula uma denúncia que poderá ampliar a perda de mandos de campo do Verdão para até dez partidas.
