Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Audiência sobre tiro envolvendo Adriano chega ao fim sem acordo

Rio de Janeiro (RJ)

Pouco mais de 24 horas depois de anunciar que só pretende voltar a jogar futebol profissionalmente em 2013, o atacante Adriano voltou a ser destaque por conta de seus problemas extra-campo nesta terça-feira. O jogador compareceu à primeira audiência judicial relacionada ao tiro sofrido na mão por Adriene Cyrilo Pinto quando andava no carro do Imperador, na véspera de Natal do ano passado.

No entanto, o atleta e seu segurança, Júlio Cesar de Oliveira, que estava no veículo no momento do disparo e era dono da arma, não chegaram a um acordo com o advogado de Adriene e responderão pelo crime de lesão corporal. Caso sejam condenados, ambos podem pegar de dois meses a um ano de detenção, com a possibilidade de conversão da pena em serviços prestados à comunidade ou indenização à vítima.

Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o juiz Joaquim Domingos de Almeida Neto, que presidiu a audiência, ofereceu a Adriano e Júlio César que cada um pagasse a Adriene R$ 93.330,00 e R$ 18.660,00, respectivamente. “Diante da recusa”, diz nota divulgada pelo TJ, “o Ministério Público requereu vista do processo para oferecer denúncia por lesão corporal em desfavor de ambos os réus, iniciando-se, assim, a ação penal contra os dois [Adriano e Júlio César]”.

Relembre o caso – O disparo que levou Adriene ao hospital ocorreu dentro do carro de Adriano, onde estavam além do próprio jogador, da vítima e de Júlio César, outras três mulheres, depois de saírem de uma casa noturna na zona oeste do Rio de Janeiro. Os primeiros depoimentos dados por Adriene expunham a versão de que o disparo havia sido feito acidentalmente pelo jogador, que estava no banco do carona enquanto ela sentava no banco de trás. Tal versão era negada pelos outros cinco envolvidos no processo.

Mais tarde, no entanto, Adriene voltou atrás e disse que ela mesmo havia disparado acidentalmente em sua própria mão esquerda. Em depoimento ao Ministério Público em setembro, porém, Adriene mais uma vez mudou de versão e disse que o atleta foi quem atirou.

O Imperador ainda está sendo cobrado em cerca de R$ 100 mil pelo Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca, onde Adriene foi operada após o acidente. Segundo o advogado do hospital, Fernando Charnaux, o atacante havia se comprometido a  custear todo o tratamento, o que ainda não foi feito.

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