Futebol/Bastidores - ( )

Pré-candidatos tentam acalmar Palmeiras em reunião com presidente

Thiago Bastos Ferri e Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

Em janeiro de 2013, o Palmeiras passará por eleições presidenciais vivendo momento de reestruturação, com o rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro. Clube conhecido por suas intensas brigas políticas nos bastidores, o Alviverde desta vez caminha para uma transição de poder mais tranquila, com o ideal de união entre os candidatos.

Até o momento, Décio Perin, Wlademir Pescarmona e Paulo Nobre – que assinaram uma carta de paz na semana passada – despontam como possíveis postulantes ao cargo de futuro presidente do Verdão. O trio, nesta quarta-feira, se reunirá com o atual mandatário, Arnaldo Tirone (que ainda não confirmou se buscará sua reeleição), para traçar diretrizes de olho no próximo ano.

“Vamos conversar para que nos inteiremos de todas as necessidades atuais e futuras do clube, de maneira que, qualquer um que assuma, esteja municiado de informações e possa traçar seus planos”, explicou Décio Perin à GE.net. “Cada um tem seu planejamento e suas propostas. Elas se assemelham em alguns aspectos, vamos então fazer uma sintonia fina, sobre o que é prioridade, e o que não é”, completou.

O encontro com Tirone servirá não só para saber das necessidades do clube, mas também para que o atual presidente exponha o que considerou ter dado errado nos dois anos que esteve à frente no clube. Após um 2011 com resultados modestos no futebol, a atual gestão levou o título da Copa do Brasil de 2012, feito ‘esquecido’ quatro meses depois com a degola na liga nacional.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Arnaldo Tirone recebe nesta quarta-feira os pré-candidatos Paulo Nobre, Décio Perin e Wlademir Pescarmona
Diante do complicado momento alviverde, os candidatos consideram que o principal agora é unir forças. “Chegamos a uma situação tão crítica, que precisamos ter uma ligação entre os grupos. Vamos sentar dois meses antes da eleição para fazer um bom trabalho, independentemente de quem assuma. Podemos alcançar um objetivo nos reunindo e trocando ideias”, colocou Pescarmona, que já foi diretor de futebol do clube em 2010, durante o período em que Salvador Hugo Palaia assumiu o lugar de Luiz Gonzaga Belluzzo.

“Não queremos que se faça de um adversário seu inimigo. Adversário é político, depois que você decidir quem vai presidir o clube, não tem porque fazer deste antagonismo de posição algo de luta, briga. A ideia é acalmar o clube, não é de fazer um movimento único, mas evitar este ambiente de hostilidade”, acrescentou Perin.

Na conversa com a reportagem (apenas Paulo Nobre não atendeu aos telefonemas), os dois candidatos não excluíram a possibilidade de concorrerem com Tirone no início do ano. Este, contudo, perdeu força política dentro do clube após romper com Mustafá Contursi, ex-presidente e ‘padrinho’ de sua candidatura, que atacou sua política de altos gastos no futebol.

Ainda sem confirmar se será candidato novamente, o atual presidente explica que não vê problemas em receber os três interessados em assumir seu cargo na próxima temporada. “Estas pessoas querem colocar seus nomes à disposição do Palmeiras e têm todo o direito. Não me furto de encontrá-las. Estarei presente para ouvi-las, mas não tenho muito o que falar. Quero mais escutar as ideias e o caminho que planejam”.

A profissionalização no futebol, além do desenvolvimento do marketing, são alguns dos pontos que os candidatos veem como necessários para se trabalhar no próximo mandato. Apesar dos planos de alteração, o discurso entre os possíveis sucessores de Tirone é ameno até em relação à disputa da Série B no próximo ano. “Lá não é nada disso, também terá visibilidade, vamos ter que aproveitar o que tem de bom”, ponderou Pescarmona.

Na época em que dirigiu o departamento de futebol alviverde, o então dirigente ficou marcado por declarações polêmicas, como ao dizer que, por ele, não entraria em campo no jogo com o Fluminense, na reta final do Brasileiro de 2010, em que o título era disputado pelo Tricolor, campeão, e o rival Corinthians.

Ao que parece, porém, desta vez o candidato quer afastar o clube das polêmicas, que constantemente cercaram o Verdão nos últimos anos. “Quem perder, o que não pode é sair dando tiro, vazando informação. Se a gente conseguir reverter isso e trazer paz para que consiga dirigir o clube, já será um grande negócio”, encerrou.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade