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De contrato novo no São Paulo, Ceni avisa: "Continuarei sendo chato"

Thiago Bastos Ferri, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Com um histórico vencedor no São Paulo, Rogério Ceni avisou que a possibilidade de conquistar mais títulos pela equipe tricolor foi um dos motivos que o convenceram a renovar seu contrato até dezembro de 2013. Para voltar a levantar uma taça pelo clube – feito que não consegue desde 2008 –, o camisa 01 avisou: não irá diminuir as cobranças.

“Precisamos ganhar. Vamos tentar fechar 2012 com o título da Sul-americana, já estamos na semifinal, perto de uma vaga na Libertadores e sabemos que será complicado. É o sonho do são-paulino de ter um time forte e competitivo, com experiência continental. Seria um final perfeito”, afirmou o goleiro, que, apesar do indício, não falou sobre sua aposentadoria.

“Ainda tenho muita vontade de vencer o próximo jogo, se não tivesse, não ficaria. Continuarei sendo chato, cobrando, lutando pelo o que eu acho necessário para o São Paulo. É meu jeito de ser”, completou o jogador de 39 anos, pouco depois do treino realizado nesta sexta-feira pelo grupo tricolor.

Depois de perder o início da temporada e ficar seis meses se recuperando de uma cirurgia no ombro direito, Rogério reassumiu a meta ainda com certa dúvida, mas voltou a se destacar no gol tricolor. Chefe da quarta melhor defesa do Brasileirão, o camisa 01 chegou a ter atrelado seu interesse para renovar com a conquista da vaga para a Libertadores.

Ele, porém, refutou esta ligação. “A Libertadores não foi um extra. Tenho referências na vida e não é um campeonato que vai mudar isso. Estar aqui hoje independe disso, tanto é que não temos esta vaga garantida ainda”, acrescentou. Embora ainda não esteja confirmada, a equipe paulista está bem próxima da volta ao torneio continental.

Além de atualmente fazer parte do grupo dos quatro melhores do Brasileirão, que teriam uma vaga garantida na competição, o São Paulo está na semifinal da Copa Sul-americana, torneio que dá ao vencedor a classificação para a Libertadores. Para retomar o caminho de títulos no clube, Rogério aceita até ser cobrado normalmente dentro do grupo.

“Gosto de ser cobrado e se acham que estou errado em algo, prefiro que falem, como quando teve aquele caso com o Ney, que o Adalberto me falou que eu estava errado. Existe uma hierarquia. É um prazer acordar às 6h45 da manhã e sair só de noite. Eu me sinto bem em campo”, completou Rogério, lembrando quando recomendou a entrada de Cícero na equipe para Ney Franco e foi repreendido pelo comandante logo depois.

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