Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Marcelo Mingone renuncia à presidência do Guarani após 11 meses

Campinas (SP)

Na manhã deste sábado, Marcelo Mingone renunciou à presidência do Guarani após quase um ano nesta função. O ex-mandatário do Bugre começou a ver o seu mandato ficar instável depois do Campeonato Paulista desta temporada, já que o time sofreu um desmanche e, na Série B do Campeonato Brasileiro, não conseguiu ser regular e ainda corre risco, embora pequeno, de rebaixamento.

Mingone esteve no Brinco de Ouro para assinar a carta de renúncia e entregá-la ao presidente do Conselho Deliberativo do clube, Rodrigo Ferreira, que deverá assumir o cargo máximo, pelo menos até uma reunião, marcada para esta semana, que terá o objetivo de formar a nova cúpula campineira. Vice-presidentes também renunciaram aos seus cargos.

Em carta, Mingone, que elogiou o seu tempo no Guarani, apontou para a “difamação de sua pessoa por parte da oposição” como a maior culpada pela sua saída, expondo a crise interna. O ex-presidente do Bugre deverá conceder uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, às 10h30 (de Brasília), para esclarecer os demais motivos de sua renúncia.

De acordo com a imprensa local, Marcelo Mingone não caiu por vontade própria, e sim pela pressão da oposição, a mesma sentida por Leonel Martins, seu antecessor, que cogitou a venda do Estádio Brinco de Ouro, no ano passado, para sanar as enormes dívidas do clube do interior de São Paulo. 

Divulgação/Guarani Futebol Clube
Mingone assinou sua carta de renúncia à presidência neste sábado, dando lugar a Rodrigo Ferreira
Confira, na íntegra, a carta da renúncia de Mingone:

Campinas, 10 de Novembro de 2012.

Em respeito à coletividade Bugrina, venho através desta, comunicar minha decisão, que entendo ser necessária diante dos últimos acontecimentos. Deixo o cargo de presidente da diretoria executiva do Guarani Futebol Clube, nesta data, em caráter irrevogável e irretratável. Gostaria de salientar que aceitei o desafio de ser presidente entendendo que o meu trabalho poderia ajudar, como de fato aconteceu. Nestes meses que fiquei à 
frente da diretoria do clube, realizamos feitos importantes para o Guarani:

• - Pagamento em dia dos salários de funcionários e atletas.
• - Pagamento de salários e dívidas em atrasos, para permitir que o Clube funcionasse normalmente.
• - Pagamentos mensais de R$ 125.000,00 à Justiça do Trabalho - GAEX - de reclamações trabalhistas do passado.
• - Pagamentos de diversas reclamações trabalhistas decorrentes de dívidas do passado.
• - Reconquista da confiança de fornecedores e parceiros (hoje, o Guarani tem credibilidade no mercado).
• - Conquista do Vice Campeonato do Paulista, em meio às dificuldades na montagem de um time competitivo com uma comissão técnica competente e sem a perspectiva financeira positiva.
• - Reconquista da confiança dentro da Confederação Brasileira de Futebol e da Federação Paulista de Futebol.
• - Profissionalização dos departamentos internos, contratando profissionais para gerir as áreas administrativas do Guarani.
• - Busca de recursos e reforma do Centro de Treinamento.

Entre os motivos da minha saída:

• - Oposição colhendo assinaturas para uma lista que pedia a minha saída, de forma a inviabilizar e conturbar minha gestão.
• - Movimento para desacreditar a instituição Guarani.
• - Oposição, que na verdade precisaria construir, cooperar e criticar, e não agir de forma sistemática, errônea, agindo como uma empresa de demolição.
• - Injúrias graves, difamações e calúnias contra minha pessoa e demais diretores e funcionários do Clube.
• - Humilhação por parte do atual Presidente do Conselho, Rodrigo Ferreira, que não me concedia a palavra nas reuniões do conselho, chegando ao absurdo de um conselheiro se indignar com tal atitude.

O Guarani tinha apalavrado com empresas para estampar a sua marca como patrocinador máster durante o ano de 2013, porém houve o recuo destas após tomar conhecimento das listas que a oposição preparava para a minha destituição. Da mesma forma, as inverdades ditas prestaram-se também para inviabilizar outros negócios de grande interesse do Guarani. Antes de finalizar, gostaria de salientar que o Guarani é uma marca viável, haja vista que existe um projeto, do renomado escritório de arquitetura Primi & Apoloni, que desperta interesse de empreendedores em adquirir e/ou investir no entorno do Estádio Brinco de Ouro da Princesa (projeto só não executado até então diante de ações de uma oposição que procura nos desmoralizar, atingindo impensadamente a imagem do Guarani). Saliento que nunca foi e nunca será a minha intenção negociar o Estádio do Brinco de Ouro, patrimônio da família Bugrina e da cidade de Campinas, e que jamais deverá ser negociado. Sempre fui um homem de aceitar desafios, entretanto, saio do Guarani Futebol Clube com o sentimento de dever cumprido, tendo trabalhado todos os dias, doze horas por dia, desde que assumi a presidência. Estarei mesmo que à distância torcendo pelo sucesso do nosso Clube.

Hoje e sempre Guarani.

Marcelo Mingone.

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