Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Ronaldo revela "insegurança" com Seleção Brasileira "em entressafra"

Porto Alegre (RS)

Messi, Zidane, Seleção Brasileira, Copa do Mundo e pobreza. Todos esses assuntos foram abordados por Ronaldo em coletiva concedida nesta terça-feira, em Porto Alegre. A entrevista serviu para que o ex-atacante da Seleção divulgasse o “Jogo Contra a Pobreza”, amistoso beneficente que será realizado no dia 19 de dezembro na recém-inaugurada Arena Grêmio. Mesmo assim, o Fenômeno não se esquivou das perguntas feitas sobre outros assuntos. Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

“Insegurança” com a Seleção Brasileira - “Estamos em uma entressafra. Após duas gerações vitoriosas como a do Romário e a minha, não houve um acompanhamento dos jogadores que seriam líderes hoje. O Adriano teve problemas disciplinares, o Ronaldinho Gaúcho não se firmou nos últimos clubes pelos quais passou, o Robinho, o Kaká, que está voltando. Vivemos um momento de insegurança com a Seleção Brasileira, mas ainda temos tempo para a Copa do Mundo.”

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Convite a Messi e rivalidade com Zidane - “Ele vai estar na última rodada do Espanhol antes do final do ano. Falei até para ele tomar um cartão e vir para cá (risos). Ele tinha vontade de estar aqui. Mas é importante dizer que eu e o Zidane temos uma rivalidade muito grande. Vocês verão que não será aquele jogo típico de festa, mas um jogo leal, bem disputado, para o torcedor sair de campo feliz.”

Legado da Copa do Mundo de 2014 - “Eu não tenho a menor dúvida de que esses investimentos e esse legado serão muito importantes para o futuro do futebol brasileiro. Joguei muito tempo na Europa, e lá as pessoas falavam que o futebol brasileiro é lento, cadenciado. Depois de anos lá fora, comecei a pensar sobre isso. Cheguei à seguinte conclusão: nossos gramados não são para os nossos jogadores. Temos poucos gramados em que a bola corre rápido, de qualidade. Mas depois da Copa do Mundo vamos ter novos estádio, que, além do padrão Fifa, de estrutura física, terão os melhores gramados. Serão comparáveis aos gramados europeus, rápidos.”

Dinheiro arrecadado no amistoso - “Esses US$ 4 milhões [aproximadamente R$ 8,2 milhões, quantia que deve ser levantada no amistoso e que será revertida para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), da ONU] é bastante, mas não resolve o problema da pobreza. O mais importante é levar a mensagem da solidariedade, algo que se espalha. De dez anos para cá, a pobreza vem diminuindo, mais de um bilhão de pessoas já saíram da pobreza extrema, só no Brasil foram 40 milhões, mas ainda temos muita coisa para fazer.”

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