Futebol/Campeonato Paulista Série A2 - ( )

Santo André ressurge com 16 atletas, apoio da torcida e indefinição

Gabriel Carneiro, especial para a GE.Net Santo André (SP)

Cerca de 20 representantes de torcidas organizadas do Santo André compareceram, no final da tarde desta segunda-feira, ao estádio Bruno José Daniel. A simbólica imagem dos torcedores sentados nas arquibancadas acompanhando a reapresentação do grupo de jogadores sugere o “ressurgimento” do clube, rebaixado para a Série D do Campeonato Brasileiro sem poder mandar uma única partida dentro de casa com apoio de sua torcida em 2012.

Manifestando apoio à comissão técnica encabeçada por Itamar Schulle e à diretoria cujo homem forte é Sérgio do Prado, os torcedores acompanharam o retorno dos jogadores aos trabalhos visando ao Paulistão da Série A2 de 2013. Apenas 16 atletas compareceram às avaliações médicas e físicas, sendo três remanescentes da temporada 2012 e 13 promovidos das categorias de base. Os primeiros reforços, segundo a diretoria, serão apresentados ao longo dos dois meses que restam para o início do Estadual.

“Esse grupo que se reapresentou hoje ainda não é o time do Santo André, que vai ser fortalecido a cada dia. Estamos esperançosos para que 2013 seja um ano melhor e de cara vai ser, porque vamos ter igualdade de condições com os adversários. Agora temos casa para jogar. Estamos saindo quase do nada. É preciso que saia esse nefasto poder público, que fez tudo para acabar com o futebol, e entre uma Prefeitura para ajudar a colocar o Santo André em evidência. Vamos ter muito trabalho”, prevê Sérgio do Prado, diretor de futebol do clube, em entrevista exclusiva à GazetaEsportiva.Net.

Gabriel Carneiro/Gazeta Press
Torcedores entraram na reapresentação do grupo no Bruno José Daniel: "Sempre estivemos juntos"
O primeiro ato do planejamento para 2013 foi a manutenção do técnico Itamar Schulle, comandante da equipe na reta final da Série C, mas que não foi responsabilizado pelo rebaixamento. A partir de então, a diretoria foca atenções no gramado do estádio Bruno José Daniel, prejudicado pela falta de cuidados durante toda a temporada. Pragas já atacam o campo de jogo, exigindo que reformas urgentes e até o plantio de um novo gramado sejam realizados. Se isso não for feito até o fim de novembro, o Ramalhão corre o risco de ficar mais alguns meses sem sua casa à disposição.

“O gramado está largado, cheio de praga, chegou a ter mato na altura do joelho. Para jogar em 2012 eu cheguei a pagar do meu bolso. Isso é um absurdo, mas é verdade. Eles (poder público) fizeram o possível e o impossível para destruir o clube, mas não conseguiram. Atrapalharam, mas o Santo André vai dar a volta por cima”, projeta Sérgio do Prado, com aposta quase exclusiva nas categorias de base e em suas expectativas para a próxima temporada em relação a patrocínio e incentivos da troca de comando municipal.

O início da temporada 2013 do Ramalhão, time que venceu a Copa do Brasil de 2004 e foi vice-campeão paulista em 2010, será sem patrocínio, ‘largado’ pelo governo municipal e brigando contra a própria estrutura deteriorada para mostrar poder de reação e honrar sua história. Dentro do Bruno José Daniel, mesmo com apoio da torcida e discursos otimistas, o clima é de profunda indefinição pelo futuro do clube que já foi protagonista, mas hoje tenta voltar à cena.

Divulgação
Ao fundo, o barranco das obras inacabadas da Prefeitura no estádio. À frente, a esperança de um futuro melhor
Parcerias com clubes grandes estão nos planos:

Segundo Sérgio do Prado, o Santo André estuda e já trabalha no sentido de formalizar parcerias com clubes grandes do Estado para a próxima temporada. A intenção do clube é receber jogadores que estão encostados em clubes como São Paulo, Corinthians, Santos e Palmeiras para a Série A2: “Temos conversado. Alguns jogadores virão, tem alguns de muito potencial em grandes clubes que podem arcar com os altos custos”.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade