Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Sem Marcos, Palmeiras ainda perde idolatria a Valdivia e Felipão

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

O dia 4 de janeiro de 2012 foi marcado pelo adeus de um dos maiores ídolos da história do Palmeiras. Na reapresentação do elenco para a temporada, Marcos informou à diretoria sua decisão de deixar os gramados. Mas a aposentadoria do goleiro não foi a única baixa neste ano na galeria de ídolos palmeirenses.

O rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro abalou também a visão que os torcedores têm de dois profissionais que já foram idolatrados no Palestra Itália: Valdivia e Luiz Felipe Scolari. O meia ainda faz parte do clube, mas ficou fora da reta final na luta contra a degola, por conta de uma lesão no joelho esquerdo.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
O ano de 2012 começou triste para o torcedor palmeirense: Marcos anunciou a aposentadoria
A contratação do chileno, em julho de 2010, foi uma aposta do então presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, que sonhava em ver o atleta repetindo as exibições de sua primeira passagem pelo Verdão (entre 2006 e 2008). Porém, o que aconteceu foi exatamente o contrário. O Mago não conseguiu jogar como antes e passou a ser criticado por torcedores e conselheiros, além de sua transferência ter causado um rombo nos cofres do clube.

O Verdão parcelou em 40 vezes uma dívida que, com juros, ultrapassou os R$ 30 milhões. O investidor que ajudou na contratação, Osório Furlán Júnior, dono de 36% dos direitos, perdeu o interesse no jogador há muito tempo e almeja uma negociação. Mas a atual diretoria recusou as sondagens que recebeu do futebol árabe no decorrer da temporada e apostou na permanência do meia, que não pôde ajudar o time.

A última grande contribuição do camisa dez foi na fase final Copa do Brasil, quando marcou o gol do empate por 1 a 1 com o Grêmio, na semifinal, e um gol na vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba, na primeira partida da decisão. O jogo contra o clube gaúcho aconteceu pouco depois de um drama vivido fora de campo por Valdivia, que sofreu um sequestro relâmpago na capital paulista. A esposa do jogador, Daniela Aranguiz, que também estava no veículo, decidiu voltar a morar no Chile.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Valdivia não conseguiu repetir as atuações da primeira passagem e virou alvo de críticas da torcida
Sem a família na capital paulista, o meio-campista seguiu instável em campo e encerrou sua participação no Brasileirão na derrota por 3 a 0 para o São Paulo, quando sofreu a lesão no joelho. Agora, o rebaixamento deixa em dúvida seu futuro no Palmeiras, apesar de ter contrato até 2015.

Já Felipão também voltou ao clube em meados de 2010, mas com um grau de idolatria bem maior. Afinal, é apontado como um dos principais treinadores da história da agremiação, pois, em sua primeira passagem, conquistou a tão sonhada Copa Libertadores da América.

No entanto, o segundo ciclo no Verdão foi bem diferente. Apesar de ter suportado outros vexames, como a eliminação diante do Goiás na Sul-americana de 2010 e a goleada por 6 a 0 para o Coritiba no ano passado, Scolari sucumbiu diante da péssima campanha neste Nacional e se sustentou no cargo apenas até a derrota por 3 a 1 para o Vasco, em 12 de setembro, pouco tempo depois de ter levantado a taça da Copa do Brasil.

Na época da saída do técnico, o Verdão já ocupava a penúltima posição no campeonato e não exibia qualquer poder de reação em campo, o que motivou o fim do ciclo do pentacampeão, que sofria fortes críticas de parte da torcida e se via em meio à intensa guerra política dos bastidores.

Apesar da despedida antes de o rebaixamento ter sido sacramentado, o treinador também carregará sua parcela de responsabilidade na queda e tem seu status abalado perante o torcedor que tanto gritou seu nome no passado.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Apesar da idolatria pela primeira passagem, Felipão não suportou a pressão no clube e se despediu

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