Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Sem temer demissão, Kleina se apega a trabalho que salvou o Botafogo

São Paulo (SP)

Contratado para salvar o Palmeiras do rebaixamento, o técnico Gilson Kleina ainda não conseguiu tirar o time da zona da degola, após oito rodadas à frente do time alviverde. Restando cinco jogos para o final do Campeonato Brasileiro, o comandante se apega ao trabalho feito há 11 anos, quando participou da campanha que salvou o Botafogo da Série B, para manter seu cargo.

Ainda como auxiliar de Abel Braga, Kleina esteve junto do atual treinador do Fluminense no Glorioso, durante o Brasileiro de 2001. No ano seguinte, Abelão deixou o clube e os cariocas foram desta vez rebaixados, como o Palmeiras, situação que o técnico alviverde tenta agora evitar.

“Quem passa por isso pelo Palmeiras, enfrenta qualquer situação no futebol. E já salvamos uma grande equipe em 2001. Espero que isso aconteça de novo e meu currículo seja mantido em ascensão e crescimento”, destacou o treinador, que considera ter tido pouco tempo para trabalhar apenas a equipe.

Djalma Vassão/Gazeta Press
"Administrador", Gilson Kleina lembrou de trabalho que livrou Botafogo da degola, em 2001
“Meu trabalho tem sido de administração de mudanças no time por jogadores suspensos, lesionados ou voltando a treinar, de viagens, de logísticas, de disputar duas competições descaracterizando a equipe de uma para a outra, do lado emocional. Mais administrei do que treinei propriamente”, completou.

Apenas com o retrospecto de 50% dos pontos conquistados por Kleina (quatro vitórias e quatro derrotas na liga nacional), o Palmeiras teria os mesmos números de Botafogo e Vasco, sexto e sétimo colocados do Brasileirão. A campanha com Felipão, porém, faz com que o Alviverde tenha apenas 32% dos pontos que disputou, a cinco pontos de sair da zona de rebaixamento.

Além de administrar a situação do elenco, o atual técnico do Palmeiras não tem a sua situação definida no atual campeão da Copa do Brasil. Mesmo que ele tenha contrato até 2013, o clube passará por eleições presidenciais no início do próximo ano. Ainda que a mudança no Verdão possa custar seu cargo, Kleina tenta não se preocupar.

“Não posso responder por quem vai decidir nas eleições. O mais importante é ser profissional do primeiro ao último dia aqui. É como disse ao me apresentar: não sei se minha passagem terá dois, três ou 15 meses, mas quero o nosso melhor”, disse o comandante, que, embora saiba do crescimento demonstrado pelo time, sonha com o “título” de manter o Verdão na elite do futebol nacional.

“Aconteceu a reação, estamos com números favoráveis. Mas a grande conquista de ficar na primeira divisão será com gosto de título por tudo que nós, jogadores e diretoria temos nos mobilizado e sofrido juntos. Sabemos o que representa o Palmeiras permanecer na Série A, e se tem um grupo que quer reagir é esse”, decretou.

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