Futsal/Copa do Mundo - ( - Atualizado )

Falcão joga menos de 40 minutos e não descarta continuar na Seleção

Bangcoc (Tailândia)

Ídolo da Seleção Brasileira de futsal, o craque Falcão marcou o gol que levou a decisão contra a Espanha para a prorrogação, neste domingo. O camisa 12 vibrou com a conquista, mesmo participando menos de 40 minutos, e não descartou a permanência na Seleção Brasileira.

“Foi o maior privilégio, mesmo jogando pouco, achei que não estaria aqui, mas graças a Deus consegui ajudar meus companheiros a ganhar esse título, que era o mais importante”, celebrou Falcão em entrevista ao canal Sportv. “Me preocupei em ajudar todo o time e acho que consegui fazer isso”, acrescentou.

Falcão sofreu uma lesão logo na partida de estreia do Brasil e sua participação na Copa foi colocada em dúvida. O craque jogou pouco, cerca de 37 minutos, mas conseguiu ser decisivo mesmo com uma paralisia facial que o deixou “de cara torta”.

“Eu joguei 37 minutos, não dá nem uma partida inteira. Fiz quatro gols e três foram totalmente decisivos”, destacou. “No dia primeiro achei que não jogaria mais e hoje estou aqui comemorando titulo totalmente realizado”, completou.

O camisa 12 não se recuperou da paralisia facial sofrida durante a competição, mas sequer se importou com a aparência. “Minha cara está toda torta, mas eu não estou nem aí para a vaidade, o importante é o título”.

AFP
Falcão comemorou mais um título mundial, depois de sofrer com lesão e paralisia facial

Aos 35 anos, Falcão ainda não sabe se o duelo deste domingo contra a Espanha foi sua última partida com o uniforme da Seleção. O jogador manteve a cautela e preferiu adiar a decisão sobre o futuro.

“É uma coisa para se pensar, primeiro eu tenho que cuidar de mim um pouquinho, agora é hora. O estresse foi muito grande nesses dias”, ponderou. “A gente merecia vencer, depois da forma como foi a Espanha em 2000 e 2004, levando o título. Eu estou muito feliz , totalmente realizado”, comentou.

Logo após a partida, o craque não se esqueceu de homenagear o capitão do time, Vinícius. “Queria agradecer o Vinícius também, que é um cara fundamental e foi muito importante pra tudo isso”.

Vinícius retribuiu com elogios a Falcão. “O cara decide, não existe, eu tenho a sorte de jogar com gente de tanto talento. Falcão cansou de me dar títulos”. A final emocionante e as dificuldades ao longo do torneio valorizaram ainda mais a conquista da Seleção Brasileira.

“Foi da forma que eu sonhava. Sofri muitas dores, mas valeu muito a pena. A seleção brasileira merece o topo outra vez”, comemorou. O irmão Lenísio, com quem jogou por muito tempo, não foi esquecido pelo capitão. “Queria muito que ele tivesse aqui, mas por causa das lesões não foi possível, mas ele faz parte disso”, encerrou.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade