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Ex-gerente aponta culpados: Felipão, Galeano e “sem noção” Tirone

Gabriel Carneiro, especial para a GE.Net Santo André (SP)

“O presidente do Palmeiras era o Felipão. O Tirone transferia responsabilidades, aí chegou nessa situação, afundou um dos maiores clubes do planeta”. Atualmente ocupando o cargo de diretor de futebol do Santo André, Sérgio do Prado foi gerente do Palmeiras durante três anos, tendo trabalhado com três presidentes diferentes no clube, “das oito da manhã às dez da noite”, como faz questão de citar. Um ano após sua saída, o dirigente aponta seus culpados pelo rebaixamento do Verdão à Série B do Campeonato Brasileiro: Luiz Felipe Scolari, Galeano e Arnaldo Tirone.

Na visão do ex-gerente, toda a crise interna do Palmeiras teve início em agosto de 2011, quando o volante Pierre foi liberado para atuar pelo Atlético-MG após várias tentativas da comissão técnica em liberar o jogador, às vésperas de completar 200 partidas pelo clube. Antes disso, o coordenador técnico Galeano já havia iniciado conversas com Vasco e Atlético-PR para “expurgar” Pierre segundo o então funcionário do clube.

“Quem mandava no Palmeiras era o Felipão, o Tirone se escondia para se manter no cargo e se submetia às suas exigências. Eles afastaram Souza e Pierre, mas não sabem que cavaram suas desgraças com o afastamento do Pierre. Em janeiro de 2011 empurraram-no para o Vasco, mas eu defendi e ele não foi. Chegou em julho, em recuperação de uma cirurgia, e o Galeano de novo colocou ele no Atlético-PR. Ele não aceitou e quase chegaram à agressão. O Pierre queria bater no Galeano, dar no Galeano pela sacanagem que ele fez com ele. Foi assim que ele foi pro Atlético-MG, jogado para fora, chutado do Palmeiras para abrir uma vaga”, denuncia Sérgio do Prado, em entrevista exclusiva à GazetaEsportiva.Net.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Sérgio do Prado foi gerente do Palmeiras durante três anos e resolveu desabafar contra a "podridão" interna do clube
Em seu escritório no estádio Bruno José Daniel, com portas fechadas e um calhamaço de folhas de papel escritas à mão sobre a mesa - sua carta aberta ao torcedor -, o ex-dirigente palmeirense não poupou críticas ao antigo treinador e sua comissão técnica, que preferiu chamar de “patota”. Na visão de Sérgio do Prado, o grupo começou a desmoronar ainda em 2011, quando a equipe fugiu do rebaixamento nas últimas rodadas. O ambiente em crise não foi salvo nem pela saída de Felipão que, segundo o simpatizante do trabalho de Gilson Kleina, se deixou influenciar justamente pela comissão.

“O Felipão chegou tranquilo, bom de trato, mas se deixou influenciar pelas pessoas que o cercam, que são de péssima qualidade moral, profissional, de conhecimento, credibilidade, tudo o que você quiser. Quando entrou o Tirone, o Felipão viu que não tinha ninguém para comandar. O Felipão mandava e o Tirone obedecia em mil situações. O Palmeiras precisa de um presidente que pode até não entender de futebol, mas tem que ter autoridade”, opina o atual homem forte do futebol do Santo André, clube pelo qual foi contratado horas depois da dispensa do Palmeiras.

“Eu tinha o dever de dizer”, relata Sérgio, em tom de desabafo. “Me sinto muito triste com isso, mas eu tinha certeza que aconteceria alguma coisa desde que saí, porque sei da podridão, das coisas ruins que ainda estão lá dentro. O próximo presidente vai saber. O Tirone fugiu cinco vezes de mim, mas para o próximo quero dizer o que ele vai encontrar lá dentro. Isso é coisa de time varzeano, e o Palmeiras está nas mãos dessas pessoas”, completa.

A respeito de Tirone, a quem já acusou de temer o rótulo de ‘banana’, Sérgio do Prado é duro nas críticas: “Ele não tem noção de futebol, não tem noção das coisas. Não quero entrar em detalhes, mas todo mundo sabe o perfil dele, ninguém é bobo. O clube ficou na mão do Felipão e da sua turminha, sua patota. Ele fazia o que queria por falta de dirigente, essa é a realidade do Palmeiras”.

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