“Podemos terminar o ano como heróis”, discursa o otimista César Sampaio, que se reuniu na terça-feira com os jogadores que se sentem ameaçados. Apesar dos sete pontos de distância em relação ao Bahia, primeiro time fora da zona de rebaixamento, o gerente de futebol do Palmeiras ainda se apega à trajetória da equipe na temporada 2012 para garantir que as chances matemáticas de permanência na Série A do Campeonato Brasileiro dão esperança para o grupo nas quatro últimas rodadas.
Diante de Fluminense, Flamengo, Atlético-GO e Santos, os únicos resultados que podem ajudar o Palmeiras a consolidar seu ‘ato heróico’ e fechar a temporada como campeão da Copa do Brasil e ainda como time de elite são as vitórias. Ainda assim, o Verdão depende de uma combinação de resultados envolvendo o Sport, companheiro de degola, Bahia e Portuguesa, os primeiros a respirarem aliviados.
“Enquanto houver chances matemáticas, temos que sonhar. Pelo que fizemos na Copa do Brasil e em alguns jogos do Campeonato Brasileiro, merecíamos melhor sorte. Mas futebol não é justo, não é por merecimento. Podemos terminar o ano como heróis, porque a maioria coloca o Palmeiras como rebaixado, e realmente não depende de nós, mas temos esperança em terminar o ano com um título, a vaga na Libertadores e a permanência na Série A”, confia César Sampaio, ‘bombeiro’ da equipe nos momentos de crise durante a temporada.
Além das atuações convincentes verificadas pelo dirigente, seu próprio retrospecto dentro do clube dá confiança. “Minha vida no Palmeiras como atleta e como dirigente é de desafios. Quando cheguei da primeira vez não tínhamos um título há 16 anos, aí tivemos uma década de conquistas. Na verdade, 2012 é um ano atípico”, relata Sampaio, com contrato válido apenas até o fim de dezembro e sem saber se permanece para a próxima temporada. Na terça, o dirigente conversou com os jogadores que demonstraram insegurança por conta das ameaças da torcida.
“O Sampaio disse que eu estou fininho, então dá para ajudar. Vou torcer para o Palmeiras sair dessa situação, mas ele não depende mais de si próprio. Cair duas vezes em dez anos é algo triste, mas já superou uma vez. Enquanto tem chances vamos torcer”, avisou Cafu, aposentado não oficialmente desde 2008.
