Futebol/Campeonato Brasileiro - ( )

Tirone cita sacrifícios pessoais e tem ajuda policial contra ameaças

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

Arnaldo Tirone está pressionado e desgastado. Com uma forte rejeição por parte da torcida do Palmeiras, agravada pelo rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro, o presidente revela que nem em sua própria casa escapa de cobranças, mas só não admite sofrer ameaças de morte por parte de torcedores. Por isso, dizendo-se com a saúde abalada, o mandatário conta com a ajuda da polícia para tentar descobrir o autor de ligações suspeitas para seu telefone celular.

“Ameaça de morte não sou eu que vou resolver, já fui prestar depoimento e meu telefone foi checado inteirinho, todos os números estão lá. O aparelho ficou com a polícia, estou com outro. Se alguém ameaçar um de vocês (jornalistas) aqui, também vai virar caso de polícia”, comparou.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Arnaldo Tirone revelou que a polícia está analisando seu celular para descobrir autor de ameaças
Tirone explica que sabia da pressão que sofreria quando decidiu se candidatar à presidência do Palmeiras, mas já demonstra um semblante cansado. A forma de esquecer as polêmicas é se refugiar na praia por alguns minutos. E foi justamente por ter relaxado com os pés na areia do Leblon no dia seguinte ao rebaixamento que o mandatário sofreu ainda mais críticas por parte da torcida.

“Não estou levando uma vida normal, não sou mais dono do meu nariz. Claro que me preocupo e tomo cuidado. Mas fui à praia em que tinha crianças e pessoas normais, fiquei lá por 40 minutos, em uma viagem com meu dinheiro. Não estava com segurança, fui sozinho, e alguns torcedores até vieram conversar”, comentou o dirigente, que revelou ter viajado há 15 dias ao Guarujá apenas para esfriar um pouco a cabeça durante uma tarde, depois de ter passado pelo Palestra Itália para resolver outras pendências.

Filho de ex-dirigente do Palmeiras, o mandatário tem uma família de torcedores alviverdes e explica que vem sofrendo pressão até dentro de sua própria casa, mas, apesar dos cuidados nas ruas, afirma que não mudou sua rotina nas alamedas do Palestra Itália em reformas.

“Sacrifiquei minha família, minha saúde e meus negócios particulares. Estou sendo ameaçado e perseguido, mas continuo mostrando minha cara, não me escondo no armário e frequento o clube todos os dias. Venho tendo brigas com amigos antigos e meu filhos, mas nada vai me abater com relação se vou ser candidato de novo ou não”, completou.

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