Futebol/Copa Sul-americana - ( - Atualizado )

Ceni comemora volta de "espírito" e critica arbitragem venezuelana

São Paulo (SP)

Único remanescente das duas últimas decisões internacionais do São Paulo, Rogério Ceni não escondeu a alegria pelo retorno do espírito aguerrido da equipe. Nos últimos anos, o capitão sempre deixou clara a insatisfação com a falta de pegada dos elencos montados, mas não poupou elogios à postura dos atuais companheiros no empate por 0 a 0 com a Universidad Católica, pelo jogo de volta da final da Copa Sul-americana.

“Há tempos a gente não chegava em uma final como essa, acho que o espírito ao menos está de volta. Fizemos tudo que tinha que fazer e bola não entrou. Cada noite que passa como essa é o que a gente trabalha para chegar em uma data especial. Nós nos colocamos nessa grande final, ao menos o torcedor são-paulino vê novamente uma equipe aguerrida chegar em final”, destacou.

Apesar da satisfação pelo classificação, Ceni não poupou críticas à arbitragem do venezuelano Juan Soto, como já havia feito no intervalo da partida. “Jogaram com uma postura que eu não acho graça. O árbitro não coibiu violência no primeiro tempo, achei fraco disciplinarmente. Bateram, bateram, mas não aconteceu nada. Nós fizemos nossa parte, botamos o São Paulo na final. Fizemos o nosso dever. A gente aqui não fica defendendo jogador, mas o mínimo que a gente pode fazer é pedir cartão vermelho e amarelo”, esbravejou.

Se o juiz foi colocado como vilão pelo goleiro, a falta de pontaria nas semifinais contra os chilenos também não escapou. “Não conseguimos concluir com precisão como em outros jogos. Em outras partidas tivemos domínio e marcamos, nos últimos dois repetimos o domínio total e só fizemos um. É o futebol. Hoje chutamos tudo o que tinha pra chutar, mas bola não entrou. Taticamente houve crescimento, psicologicamente se fortaleceu”, analisou.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Venezuelano Juan Soto não escapou das broncas do goleiro e capitão Rogério Ceni no empate por 0 a 0
O otimismo por retornar a uma final, no entanto, deu lugar à cautela quando Rogério foi questionado sobre o adversário favorito para o duelo decisivo. Nesta quinta-feira, Millionarios e Tigre se enfrentam em Bogotá, sendo que um empate com gols coloca os colombianos como adversários do Tricolor. Caso o time azul se classifique, a altitude e o entrosamento dos jogadores preocupam o Mito.

“Bogotá são só 2.500 metros de altitude, só o tempo da bola que muda. Oxigênio não muda nada, é psicológico achar que é o Pico do Everest. É um time de melhor qualidade técnica e que eliminou Palmeiras e Grêmio. Millonarios é time mais pronto que o nosso, mas de repente em uma final podemos equivaler.”

Em caso de classificação argentina, o camisa 01 também demonstrou estar pronto para ajudar o técnico Ney Franco a encontrar o caminho para o título inédito dentro de casa. “Decidir no Morumbi seria mais gostoso. No futebol tudo pode acontecer, vimos o jogo de hoje. Se o Tigre ganhar é porque é aguerrido e luta muito, como mostrou contra o Cerro Porteño. É um time extremamente de espírito, raça, vontade e pode ser que se supere”, alertou.

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