Seleção Brasileira/Amistosos - ( )

Depois de 98 anos da estreia, Seleção chega ao milésimo jogo

Nova Jersey (Estados Unidos)

Maior vencedora de Copas do Mundo e, por muito tempo, a equipe mais temida do planeta, a Seleção Brasileira atingirá mais uma marca história nesta quarta-feira, amistoso diante da Colômbia. No jogo em Nova Jersey, os comandados de Mano Menezes serão os protagonistas da milésima partida canarinho em 98 anos de existência.

No dia 21 de julho de 1914, a Feredação Brasileira de Sports (FBS) reuniu os principais jogadores da época para enfrentar os ingleses do Exeter City, no Rio de Janeiro. Apenas paulistas e cariocas foram convocados, com destaque para a lenda Arthur Friedenreich, maior jogador do País antes de Pelé.

Jogando no campo da Rua da Guanabara, onde hoje fica a tradicional sede das Laranjeiras, casa do Fluminense, os brasileiros venceram por 2 a 0 o clube que atualmente disputa a Quarta Divisão do Campeonato Inglês.

O primeiro gol da partida e da história da Seleção foi marcado por Oswaldo Gomes, jogador do próprio Flu, enquanto Osman, do América-RJ, deu números finais ao primeiro triunfo do futuro Pentacampeão Mundial.

Acervo/Gazeta Press
Já veterano, Arthur Friedenreich chegou ao São Paulo com status de ídolo do futebol brasileiro
Apesar do amadorismo do futebol nacional, foram precisos pouco mais de dois meses para que a Seleção levantesse seu primeiro título. Em jogo equilibrado, disputado em Buenos Aires, os brasileiro venceram por 1 a 0 graças a gol de Rubens Salles, que atuava pelo Paulistano-SP. O resultado garantiu a conquista da Copa Roca no dia 27 de setembro de 1914, competição que seria vencida por mais sete vezes: 1922, 1945, 1957, 1960, 1963, 1971 e 1976.

Na vigésima partida, já em 29 de maio de 1919, os cariocas pararam a cidade para assistir à final do Sul-americano. Novamente nas Laranjeiras, o Brasil foi comandado por Friedenreich e bateu o Uruguai por 1 a 0 para ficar com a taça. Apelidado pelos próprios uruguaios como ‘El Tigre’, Fried se tornou ídolo nacional, além de clubes como Paulistano, Flamengo e São Paulo.

A primeira grande glória, no entanto, ficou reservada para mais de três décadas depois da estreia. Tentando se recuperar da derrota para a seleção uruguaia na final da Copa do Mundo de 1950, o fatídico Maracanazzo, a Seleção Brasileira resolveu apostar todas as fichas do Mundial de 1958, na Suécia, em um jovem garoto chamado Pelé.

Acervo/Gazeta Press
Pelé mostrou personalidade e, aos 17 anos, foi decisivo na conquista da Copa de 1958
Na final do torneio, considerada a partida de número 231 pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a equipe estrelada por Garrincha, Didi e Vavá superou os donos da casa, em duelo eternizado pelo gol de placa anotado por Pelé. Os canarinhos venciam por 2 a 1 de virada com dois gols de Vavá quando Pelé aplicou um chapéu em Bengt Gustavsson e anotou o terceiro para o Brasil.

O quarto foi marcado pelo então ponta esquerda Mário Jorge Lobo Zagallo, que se tornaria o técnico com mais jogos no comando da Seleção, enquanto o próprio Pelé fechou o placar que deu a primeira das cinco Copas do Mundo ao País.

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