Futebol/Seleção Brasileira - ( - Atualizado )

Felipão avisa que gosta de centroavante e foge de esquema do Barça

Helder Júnior São Paulo (SP)

Fred, Leandro Damião, Alexandre Pato e outros centroavantes brasileiros já podem comemorar. Luiz Felipe Scolari, o novo técnico da Seleção nacional, não é adepto do esquema tático utilizado pelo antecessor Mano Menezes nos últimos jogos – sem um atleta de referência no ataque, como costumava fazer o espanhol Barcelona.

“Nunca joguei tão diferente do Mano. Mas gosto de centroavante, sim, e acho que dá para colocar um entre o nosso meio-campo e a área adversária. O Brasil tem jogadores para isso”, avisou Felipão. “Naturalmente, algumas mudanças serão feitas na equipe. É normal, até para eu poder observar os atletas”, completou.

Quando substituiu Dunga, após a Copa do Mundo de 2010, a missão de Mano Menezes era resgatar o futebol vistoso do Brasil. A principal comparação passou a ser feita com o Barça do argentino Lionel Messi, que encantou com um estilo de jogo próprio. Por isso, houve clamor para que Josep Guardiola, técnico do time espanhol até o início do ano, fosse contratado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Fernando Dantas/Gazeta Press
Felipão indicou que escalará o Brasil com um centroavante de referência e sem o estilo do Barcelona
“Se nós importarmos o Iniesta, o Messi e outros jogadores do Barcelona, poderemos jogar como eles”, ironizou Felipão, que superou os pedidos à CBF por Guardiola. “Nossas características não são as mesmas do Barcelona. Vamos montar uma equipe que jogue um bom futebol, mais ou menos em cima do ideal da população, mas respeitaremos as características dos nossos atletas”, acrescentou.

Conhecido por armar equipes que primam pela consistência defensiva, Felipão ainda é cauteloso ao abordar o futuro sistema de jogo da Seleção Brasileira. Já chegou a dizer que não obrigará o atacante Neymar a marcar muito a saída de bola de adversários, apesar de também ter salientado a necessidade de uma segurança tática.

“Em 2002, a Seleção Brasileira estava mais ou menos organizada em um sistema. Depois, como precisávamos dar proteção aos nossos laterais, mudamos o esquema”, lembrou Luiz Felipe Scolari, que obteve sucesso na Copa do Mundo daquele ano com a sua estratégia menos ousada.

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