Futebol/Seleção Brasileira - ( - Atualizado )

Felipão desconversa até sobre Felipe Melo: “Ninguém está descartado”

Helder Júnior São Paulo (SP)

O técnico Luiz Felipe Scolari se esforça para não aumentar as especulações sobre os seus futuros convocados para a Seleção Brasileira. Ele não quer nem sequer rejeitar o retorno do volante Felipe Melo, que teve atuação desastrosa na eliminação diante da Holanda na Copa do Mundo de 2010, sob o comando de Dunga, e atualmente é ídolo no turco Galatasaray.

“Vou observar muito os jogos de fora do Brasil, pois aqui conto com algumas pessoas para me ajudar. Ninguém está descartado”, desconversou Felipão, ao responder especificamente sobre Felipe Melo. “Também ninguém foi convocado automaticamente. Todos os jogadores serão observados. Na medida do possível, respeitando aquilo que penso, vamos escolher os melhores para a Seleção.”

Em seus últimos jogos como treinador do Brasil, Mano Menezes havia apostado em uma dupla de volantes mais ofensiva, composta por Paulinho e Ramires, concorrentes por Corinthians e Chelsea na disputa pelo Mundial de Clubes de dezembro. Antes, o técnico testava atletas com características defensivas para o seu meio-campo – apesar de jamais ter tentado ajustar o time com Felipe Melo.

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Técnico Luiz Felipe Scolari ainda não definiu publicamente o perfil da sua Seleção Brasileira
Enquanto Paulinho e Ramires se firmavam na Seleção Brasileira, outro volante encantava a Turquia no Galatasaray. Felipe Melo ganhou status de ídolo com gols, comemorações imitando um cachorro e até com a defesa de um pênalti, quando precisou substituir o expulso goleiro Muslera e assegurou a vitória por 1 a 0 sobre o Elazigspor.

Por enquanto, Felipão adianta apenas que aproveitará a base das convocações de seu antecessor. Pretende ainda retomar o esquema tático com um centroavante de referência e incorporar jogadores mais maduros, principalmente aqueles com experiência em Copas do Mundo (assim como Felipe Melo), a uma equipe formada majoritariamente por jovens. O novo treinador da Seleção costuma preferir montar times com defesas mais consistentes a ser ousado para atacar.

“Mas não tive tempo de analisar nada. Apenas fui chamado pela CBF e deixei o meu descanso em Passo Fundo. Há dois dias, vou para casa só para trocar de roupa. A partir de agora, com o Parreira (coordenador da Seleção Brasileira) e com as outras pessoas da comissão técnica, começarei a ver a melhor maneira de a gente jogar”, concluiu Luiz Felipe Scolari.

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