Após o título da Copa do Mundo de 2002, com a Seleção Brasileira, o técnico Luiz Felipe Scolari viveu altos e baixos. Depois de ser apresentado, Felipão, em coletiva de imprensa, no Rio de Janeiro, rechaçou o rótulo de decadente e explicou os motivos que o levaram novamente à equipe canarinha.
“Parar no tempo? Não sei o que é isto. Nem a minha idade parou. Portugal não foi campeão, mas o que eu fiz lá valeu mais do que 20 títulos. Ganhei 28 jogos de 30 no Uzbequistão, mas foi no Uzbequistão. Em dois anos ganhei um título com o Palmeiras. Estou andando para frente”, explicou o treinador.
Felipão relembrou-se ainda mais de sua passagem pela Ásia, onde foi campeão nacional pelo Bunyodkor, em 2009. “Eu, o Rivaldo e o Zico revolucionamos o futebol lá”, garantiu.
Já sobre a escolha em comandar a Seleção na Copa de 2014, Felipão revelou que o apoio da família pesou. “Tive um grande incentivo de filhos e amigos. O presidente me fez um convite especial e eu consultei dois grandes amigos jornalistas do Sul. E eles falaram que era interessante. É mais um desafio em minha vida, e é maravilhoso enfrentá-lo”, comemorou o gaúcho.
Dez anos depois, Felipão está de volta. E, auxiliado pelo coordenador técnico Carlos Alberto Parreira, terá o seu primeiro desafio no próximo dia 6 de fevereiro, em amistoso contra a Inglaterra, em Wembley.
