Futebol/Seleção Brasileira - ( - Atualizado )

Mano cobra respeito, mas mantém Superclássico fora de seu cronograma

Edoardo Ghirotto, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

A queda de energia que culminou no adiamento da partida entre Brasil e Argentina, em 3 de outubro, na cidade de Resistência, fez com que o segundo encontro válido pelo Superclássico das Américas ficasse de fora do cronograma estipulado por Mano Menezes para a Seleção. O treinador apontou a defasagem entre os dois jogos e o encerramento da temporada nacional como os fatores que fizeram o confronto perder importância no calendário do time canarinho.

O primeiro duelo entre os dois times foi disputado em 20 de setembro, no Serra Dourada, e terminou com vitória por 2 a 1 da Seleção. A expectativa era manter os mesmos jogadores nas duas partidas e testar nomes que se destacavam no País – o torneio só permite a convocação de atletas que atuam no Brasil e Argentina. No entanto, a mudança nos planos causou alterações na lista e deixou atletas como os são-paulinos Luis Fabiano e Lucas de fora.

“Nós estamos encarando esse jogo como uma partida isolada. Isso se deve ao fato de ele ter ficado de fora do contexto normal de dois jogos. Ficou todo mundo distante e você perde até a referência para os outros. Os jogadores brasileiros também estão no final da temporada e é possível ver o desgaste no semblante de cada um. Mas nós vamos procurar entrar em campo preparados para representar a Seleção da melhor maneira”, comentou o técnico.

Fernando Dantas/Gazeta Press
O cansaço dos jogadores brasileiros foi apontado como um dos fatores prejudiciais ao Superclássico
Mesmo sem atribuir a mesma importância que foi destinada ao amistoso contra a Colômbia, disputado na última quarta-feira, Mano Menezes disse respeitar a existência do Superclássico e a rivalidade presente em um Brasil e Argentina. O comandante entende que esta será uma oportunidade única para que atletas que não têm espaço na Seleção possam mostrar o seu futebol para a torcida e comissão técnica.

“É óbvio que o que eles fazem é importante. Eu tenho o máximo de respeito por eles. Se eu não tivesse, não tinha sentido ir para a Argentina. Temos jogadores que estão acostumados com as convocações e outros que têm um grande futuro pela frente. Alguns deles permanecem dentro do nosso contexto e o mais importante é encarar o jogo como se fosse uma partida contra a Argentina e que definirá um torneio”, completou.

O tom do discurso adotado por Mano Menezes ao longo de toda a entrevista coletiva desta terça-feira também se aplicou ao modo como o seu time entrará em campo para enfrentar o seu histórico rival, em La Bombonera. O treinador preferiu não revelar a equipe principal e só confirmou o goleiro Diego Cavalieri como titular. Já o restante dos atletas serão encaixados em um esquema com duas linhas de quatro para Neymar e Fred jogarem juntos em Buenos Aires.

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