Vôlei/Superliga Feminina - ( )

Bernardinho vê fim de polarização de forças na Superliga

André Sender Campinas (SP)

Há quase uma década a Superliga feminina de vôlei é dominada pelas mesmas equipes: Sollys/Nestlé e Unilever, que fizeram as últimas oito finais da competição. Mas segundo o técnico Bernardinho, comandante do time carioca hexacampeão do torneio, a polarização de forças deve chegar ao fim nesta temporada com a presença de pelo menos outros três times na briga pelo título.

A equipe de Osasco, com cinco campeãs olímpicas em Londres-2012, e a do Rio de Janeiro, com duas medalhistas de ouro e as estrangeiras Logan Tom e Sarah Pavan, continuam como principais candidatas ao título. O recém-criado Vôlei Amil, comandado por José Roberto Guimarães, o Sesi, de Fabiana e Tandara, e o ascendente Praia Clube/Banana Boat, de Uberlândia, aparecem com chances de dificultar a vida das tradicionais forças da competição.

"Já jogamos competições com quatro ou cinco equipes fortes e depois por algum tempo houve uma polarização. Tivemos polarizações anteriores, são ciclos. Mas essa competição dificilmente acontecerá isso", avaliou Bernardinho, após  a vitória de sua equipe sobre o Vôlei Amil, nesta terça-feira. "O Sollys foi para frente, mas tem um grande bolo de times competitivos", explicou.

Apesar da tradição e do histórico vencedor na Superliga, o treinador carioca aponta que sua equipe está em uma temporada de reformulação e pode encontrar dificuldades pelo caminho. Em relação ao time vice-campeão da temporada passada da competição, as principais perdas foram a levantadora Fernanda Venturini, a oposto Sheilla e a ponta Mari.

As ausências foram supridas com a veterana Fofão, de 42 anos de idade, e as estrangeiras Sarah Pavan e Logan Tom, ainda em fase de adaptação ao vôlei brasileiro e às companheiras de time. A notícia tratada com alegria pelo treinador é o retorno de Natália, que passou a última temporada completa sem atuar.

"Ainda falta muita coisa, muito trabalho e ajuste. Preciso conhecer as jogadoras, nossas possibilidades para o time ganhar forma e condição. Todas as equipes precisam disso ainda", avaliou.

O próximo desafio da Unilever na Superliga feminina é já nesta sexta-feira, quando tenta sua terceira vitória consecutiva. Às 20h (de Brasília), o time tem pela frente o Pinheiros, equipe derrotada em suas duas partidas na competição.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Bernardinho acredita que precisará manter alto nível para levar Unilever novamente à final

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