Eleito presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) pela primeira vez em 1997, Ary Graça pediu licença do cargo quando foi escolhido para comandar a FIVB (Federação Internacional de Vôlei), mas não se distanciou completamente da entidade nacional. Segundo o próprio dirigente, ele segue tendo influência nas decisões do órgão, que nesta quarta-feira realizou o lançamento oficial da temporada 2012/2013 da Superliga.
Ary Graça foi eleito presidente da FIVB em setembro, durante congresso mundial da entidade. O brasileiro derrotou o australiano Chris Schacht e o norte-americano Doug Beal na eleição, considerada a primeira democrática do órgão, já que todas as anteriores contaram apenas com um único candidato. Ele é o segundo dirigente nascido no País a comandar uma federação esportiva internacional. O pioneiro foi João Havelange, ex-presidente da Fifa.
“Evidentemente, não é porque seu filho atingiu a maioridade de 21 anos que você larga dele. Você continua acompanhando, dá carinho, um afago, orientações, assessoria, consultoria. Tudo isso sem remuneração ainda”, exemplificou o mandatário do vôlei mundial, nesta quarta-feira, em São Paulo.
Por conta dos compromissos assumidos na FIVB, o dirigente brasileiro acha difícil que possa voltar a comandar a entidade nacional, mas faz questão de definir os pontos que precisam ser trabalhados para que a difusão do vôlei ganhe impulso dentro do País. Um deles é a construção de novos ginásios.
“Precisa ter um ginásio bom, com condições. É um dos maiores problemas do Brasil. Não tem cabimento uma cidade como São Paulo não ter cinco ou seis bons ginásios. Hoje a Seleção Brasileira não tem onde jogar. Não posso jogar em estádio de 6 mil ou 8 mil pessoas, porque outras 10 mil ficam do lado de fora e tem quebra-quebra, como já aconteceu”, apontou Ary Graça. “As Seleções Brasileiras precisam ter um palco adequado para se exibirem”, completou.
