Não estava difícil achar um corintiano entre os participantes da Corrida Internacional de São Silvestre. Na multidão que se preparava para os 15 km de percurso, bastava um giro para observar várias camisas e bandeiras alvinegras.
Tinha até um sósia do goleiro Cássio, devidamente uniformizado com a camisa amarela do gigante. O clima era de festa pela recente conquista do Mundial de Clubes, com várias referências à terra invadida pela Fiel, o Japão.
“É tudo nosso”, resumiu o funcionário público Raul Zacarias, de 41 anos, vestido com meiões, calção e a camisa 11 de Emerson Sheik. Ele caminhou em direção ao ponto da largada empunhando a bandeira do Timão e ouvindo um “Vai, Corinthians” atrás do outro.
Em menor número, era possível observar torcedores de outros clubes – até do Boca Juniors, derrotado pelo Corinthians na final da Copa Libertadores. Um palmeirense orgulhoso, empunhando a sua bandeira, disse que estará mais feliz na próxima São Silvestre.
“Corro assim como uma homenagem à grande nação palmeirense. Vamos ser campeão da Libertadores e bi da Segundona”, prometeu o manobrista Ezequiel Ribeiro de Souza, de 61 anos, respeitosamente ao lado de um amigo corintiano.
