Atletismo/São Silvestre - ( )

Derrotado, favorito passa a ter mais cobrança com vitória de colega

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Vice-campeão em 2011, o queniano Mark Korir era o primeiro nome da listagem do pelotão de elite na edição deste ano da Corrida Internacional de São Silvestre, mas não fez jus ao favoritismo. Ficou atrás de dois compatriotas, cruzou a linha de chegada em terceiro e, por isso, passará a ter maior cobrança. Do treinador e dele próprio.

"Vai bater um sininho na cabeça. Ele vai ver que tem que trabalhar mais forte", analisou o técnico brasileiro Moacir Marconi, mais conhecido como Coquinho, que é também agente dos principais quenianos, inclusive de Edwin Kipsang, vencedor da prova, com 16 segundos de frente (44min04s contra 44min20s) para o colega.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Champanhe de Kipsang (e) foi tomado pelo treinador, o brasileiro Moacir Marconi, o Coquinho
O tempo registrado neste ano por Korir foi 22s inferior ao da edição passada, quando ficou atrás apenas do etíope Tariku Bekele. A mudança no horário da largada – de manhã, pela primeira vez na história – não foi o motivo. Segundo Coquinho, os quenianos fazem treinos justamente nos período matutino.

Korir, no entanto, diz que a terceira colocação não foi um mau resultado. "Foi bom, porque a São Silvestre é uma prova muito difícil de se correr. Tentei dar meu melhor", falou, antes de elogiar o desempenho de Kipsang. "É um adversário que treinou muito duro para vencer".

Apesar de não demonstrar abatimento em público, o ex-favorito começará a se esforçar mais do que o comum, prevê o treinador. Antes espelho aos demais por ter sido segundo colocado em 2011, ele automaticamente vai transferir a liderança do grupo a Kipsang, que, antes de vencer a São Silvestre, já havia obtido outros bons resultados em território brasileiro.

Mas o estresse de competições é assunto para 2013. Como a corrida foi de manhã, os atletas viajarão por seis horas de van para curtir o Réveillon em Nova Santa Barbará, no interior paranaense, onde Coquinho mantém um centro de treinamento para abrigar alguns deles. Lá, encontrarão um banquete farto. "Vão passar a virada comendo carne de carneiro, batata e maionese", prometeu o brasileiro, sorrindo, entre goles do champanhe ganho por Kipsang.

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