Atletismo/São SIlvestre - ( - Atualizado )

Marily prevê duelo com brasileiras, mas “não sabe” sobre africanas

Bruno Ceccon e Felippe Rodrigues São Paulo (SP)

Principal esperança entre as brasileiras na Corrida Internacional de São Silvestre, Marily dos Santos espera uma prova complicada nesta segunda-feira. Apesar de se dizer satisfeita com a mudança da largada para a manhã, a líder do ranking da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) vê as brasileiras em pé de igualdade, mas demonstra pessimismo ao falar da rivais africanas.

“Estou preparada e muito feliz de estar aqui no final da temporada ‘de boa’. Vou brigar de igual pra igual com as brasileiras. Com as quenianas, não sei”, garantiu a corredora. Desde 2007, um ano após Lucélia Peres ser a mais rápida, apenas atletas africanas venceram a São Silvestre.

Brigando ponto a ponto com Roselaine de Souza Silva para terminar 2012 na ponta do ranking da Confederação, Marily garantiu já estar feliz pelo ano que teve e não terá nenhuma estratégia especial para a segunda-feira. “O que importa foi o bom ano que tive”, disse a corredora de rua, feliz em ser primeira ou segunda colocada, mesmo se tiver de ver a corrida mais uma vez dominado pelas africanas. “A gente sempre tenta o pódio, mas...”

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Por volta ao pódio, corredoras garantem que vão se unir
Campeã em 2001, Maria Zeferina Baldaia já havia dito, em entrevista á GE.net, confiar na quebra do jejum verde-amarelo. Mesmo sem concordar com a compatriota, Baldaia reconhece a vantagem das corredoras da África e pede mais união entre as brasileiras para subirem ao lugar mais alto do pódio.

“Lá fora, eles têm mais atletas para representar seus países. Os estrangeiros estão sempre trocando, renovando. Nós somos sempre as mesmas. Precisamos correr em equipe. É aí que está o grande segredo”, explicou a quarta melhor corredora do ano, que se espelha no jogo de equipe das rivais. “Se tiver uma união, uma colaboração, a gente acaba fazendo uma ótima prova. Eles treinam juntos, competem juntos. E isso ajuda muito. Estava conversando com a Marily que temos que nos unir mais no dia da competição. Aconteceu em 2009, quando corremos juntas, nos demos força e fizemos uma prova muito boa”. Naquele ano, Baldaia foi quarta e ficou logo atrás da companheira, melhor brasileira.

No que depender de Marily, Baldaia terá seu desejo atendido e o desempenho de 2009 poderá ser repetido. Reconhecendo a campeã de 2001 como um exemplo, a melhor corredora de rua do Brasil garante união. “A gente se inspira nas meninas que sempre chegaram na frente. Aprendi muito com ela (Baldaia) Somos amigas. Corremos de igual pra igual. Uma tenta passar a outra, mas sem passar a perna. Somos unidas. Combinamos antes da prova. Não tem rivalidade nenhuma”, afirmou.

A largada da prova feminina da São Silvestre tem horário marcado para às 8h40 (de Brasília), vinte minutos antes da masculina. Em 2012, a prova volta a ter a chegada na Avenida Paulista, em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Líder do ranking nacional, Marily dos Santos é o principal nome entre as brasileiras para desbancar as africanas

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