Atletismo/Corrida Internacional de São Silvestre - ( - Atualizado )

Primeira mulher amputada a terminar a São Silvestre vibra com prova

Bianca Mascara, especial para o GE.Net São Paulo (SP)

A Corrida Internacional de São Silvestre reserva momentos especiais para todos os competidores que se superam para finalizar o trecho de 15 quilômetros. Em sua 88ª edição, a primeira mulher amputada completou a corrida. Foi Marinalva de Almeira, vibrante com a conquista e com a medalha no peito.

Em 2012, a São Silvestre teve algumas mudanças no percurso e no horário. A chegada passou a ser na Avenida Paulista, mesmo local da largada, que foi realizada mais cedo, às 6h55 para atletas com deficiência. As alterações foram aprovadas por Marinalva. “Me senti muito bem, tanto na descida, quanto na subida da Brigadeiro. O horário é ótimo. Gostei muito”, declarou a atleta em conversa com Júlio Deodoro, Diretor Geral da Prova e Superintendente da Gazeta Esportiva.net.

Julio Deodoro/Gazeta Press
Marinalva exibe a medalha conquistada com superação

Foi sua primeira participação da atleta de Sorocaba, interior de São Paulo, na tradicional corrida pelas ruas da capital paulista. Com a vitória pessoal, Marinalva espera motivar outras pessoas a praticarem esporte e ter mais concorrentes no próximo ano, no entanto, os demais competidores devem se preparar, pois a atleta pretende competir com uma prótese e melhorar ainda mais sua performance.

“Estou encantada e me esperem em 2013, pois já estarei com a prótese e aí me segurem. Até lá incentivarei outras pessoas a virem para a rua e competir, dar uma nova razão à sua vida”, acrescentou.

Histórias de superação não faltam entre os competidores da São Silvestre. Fabio Arruda participou pela categoria dos deficientes visuais e apesar de não ter feito o treinamento adequado ficou satisfeito com o desempenho.

“Foi minha primeira São Silvestre e eu treinei muita subida e acabei não treinando tantos as decidas, mas eu consegui ir bem e em 2013 vou com tudo”, afirmou o atleta, que também gostou da mudança de horário da prova. “Foi ótimo a corrida de manhã, porque o Sol costuma atrapalhar muito quem corre”, completou.

“O esporte nunca me abandonou a vida toda, ajuda muito no psicológico e se tornou uma fonte de renda para mim”, ressalta Fabio, que conseguiu um contrato de patrocínio graças a um “olheiro” que reconheceu seu potencial.

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