Pouco depois de cruzar a linha de chegada na Avenida Paulista, Tatiele Roberta de Carvalho foi ao chão em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero. Atendida por um médico, a melhor brasileira da Corrida de São Silvestre disse que o problema não era o desgaste.
“Quando vi que estava sendo a melhor brasileira, que estava fazendo a minha melhor marca, a emoção foi muito grande. Acabei não sentindo as pernas”, comentou a mineira de 23 anos, já refeita, sorrindo com o sexto lugar obtido.
Tatiele costuma disputar provas de cinco quilômetros e dez quilômetros, provas de pista que são sua especialidade. Por isso, ela ficou bastante satisfeita ao completar os 15 quilômetros nas ruas de São Paulo em 54min10s.
Só um objetivo não foi alcançado pela atleta de Poços de Caldas. “Tinha como metas ser a primeira brasileira e ficar entre as cinco primeiras. Sabia que o nível era muito alto e acompanhei as quenianas até onde deu.”
Foi justamente até a marca dos dez quilômetros que costuma correr que Tatiele seguiu o ritmo das africanas. “Fui até o décimo. Da próxima vez, consigo até o 11º. Até o dia em que eu for a primeira”, concluiu a mineira.
