Futebol/Copa do Mundo 2014 - ( - Atualizado )

Aldo Rebelo cita legado histórico e Dilma canta: “O Mineirão voltou”

Do correspondente Wanderson Lima Belo Horizonte (MG)

A solenidade de reinauguração do Mineirão não contou apenas com as tradicionais formalidades políticas. Entusiasmada com o coral convidado para cantar o Hino Nacional no gramado, a presidente Dilma Rousseff quebrou o cronograma e emendou um canto de torcida antes de dar início ao seu discurso: “O Mineirão voltou”, entoou. Já o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, citou o passado histórico de Minas Gerais e se rendeu ao talento dos ex-jogadores que compareceram à cerimônia.

Dilma Rousseff foi a última a discursar no palanque montado no centro do gramado. A presidente se mostrou emocionada ao ver o estádio de sua infância modernizado e recordou a sua primeira ida ao local. Torcedora declarada do Atlético-MG, a política citou até mesmo ícones do futebol mineiro em sua fala e não se conteve ao dizer que “o Brasil mostra ao mundo que é bom dentro de campo, mas também é muito bom fora dele”.

“Esta é a casa dos mineiros, como meu querido Atlético-MG, o Cruzeiro e o América-MG. Eu sentei pela primeira vez nestas cadeiras há 50 anos. Conheci o futebol aqui e grandes nomes se projetaram neste estádio: Tostão, Reinaldo, Piazza, Dirceu Lopes, Dadá Maravilha e o nosso Ronaldo Fenômeno. É muito especial reinaugurar este estádio. Eu também não posso deixar de comentar sobre a extraordinária capacidade de realização dos mineiros e brasileiros ao vê-lo modernizado”, discursou.

Divulgação
Dilma Rousseff e Aldo Rebelo posaram com ídolos do futebol mineiro e brasileiro na reinauguração do Mineirão (Crédito: Omar Freire/Imprensa MG)
Enquanto a presidente se ateve aos aspectos esportivos do Mineirão e de Belo Horizonte, o ministro Aldo Rebelo procurou resgatar as heranças históricas da capital mineira. Antes de comentar sobre a importância da cidade para o País, o político agradeceu aos ex-jogadores que participaram do amistoso de inauguração do estádio. Em 7 de setembro de 1965, o Palmeiras vestiu a camisa da Seleção Brasileira e bateu o Uruguai por 3 a 0.

“Queria dar um abraço de gratidão nos jogadores uruguaios que vieram até aqui e no nosso craque Ademir da Guia”, comentou. “Minas Gerais dá uma demonstração de força, disciplina e da vocação para a grandeza. Isso me dá a convicção de que o Estado não foi responsável só pelo ciclo do ouro, pelo barroco mineiro e pela arte de Aleijadinho, mas também por grande parte da glória do futebol brasileiro”, concluiu.

Dilma Rousseff ainda assinou uma bola da Copa das Confederações para ser exposta no Museu do Futebol Brasileiro do Mineirão e ajudou o governador do Estado, Antônio Anastasia, a retirar o pano que cobria a placa de entrega das obras. A cerimônia será encerrada com um show da banda mineira Jota Quest, que será realizado para 20 mil pessoas.

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