Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Coxa denuncia ameaças a vereadores contrários a crédito para Arena

Do correspondente Luiz Felipe Fagundes Curitiba (PR)

Com pressão da torcida do Atlético Paranaense sobre os vereadores, o segundo turno da alteração da Lei do Potencial Construtivo, nesta sexta-feira, na Câmara Municipal de Curitiba aprovou de forma definitiva e com votação unânime a concessão do Potencial Construtivo de, no máximo, R$ 123.066.666,67. O valor é referente ao previsto para a execução das obras exigidas para a adequação da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014.

Com a aprovação, a Arena está apta para receber os recursos liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por intermédio da Agência de Fomento do Paraná, cujo contrato foi assinado no dia 12 de dezembro. A polêmica sobre os recursos, que foram considerados verba pública pelo Tribinal de Contas do Estado do Paraná, estava em um aumento de R$ 33 milhões em relação à pedida inicial por conta de modificações no projeto, como a cobertura retrátil.

Mais uma vez a diretoria do Coritiba emitiu nota lamentando o que considerou ‘ilegal e imoral’ e falou sobre uma suposta pressão sofrida pelos vereadores locais, que teriam aprovado a mudança coagidos por torcedores.

Confira a nota oficial da diretoria divulgada no site do Coritiba:

O Coritiba Foot Ball Club vem a publico manifestar a sua mais irrestrita solidariedade aos vereadores que foram atacados e ameaçados, na sessão de ontem da Câmara dos Vereadores, por terem se posicionado contra ao projeto da Prefeitura que prevê mais dinheiro público para a construção de um estádio de propriedade privada. A atitude de conselheiros e de torcedores de facções organizadas daquele clube, consentidas pela direção da Casa, ferem os mais básicos direitos dos cidadãos brasileiros, previstos na Constituição, de liberdade de opinião e expressão política.

O Coritiba reitera mais uma vez a sua posição de que o projeto que concedeu e aumentou o potencial construtivo, para injetar recursos públicos na construção desse estádio, é ilegal e imoral. Os poderes públicos municipal e estadual, com o apoio da maioria governista da Câmara, que aprovaram e avalizaram tal operação, deixam claro que não têm qualquer comprometimento com o interesse público e o dinheiro do contribuinte.

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