Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Em nota, torcida do Zenit se opõe a negros e homossexuais no clube

Moscou (Rússia)

Se depender da Seleção-12, a principal torcida organizada do Zenit, o futuro de jogadores como o atacante brasileiro Hulk no clube está próximo do fim. Nesta segunda-feira, os torcedores divulgaram um comunicado de teor discriminatório, em que se posicionam contra contratação de jogadores “não eslavos” e pertencentes a “minorias sexuais”.

“Não somos racistas, mas a ausência de atletas negros no elenco do Zenit é uma importante tradição que reforça a identidade do clube. Somos a equipe mais ao norte das grandes cidades europeias e nunca tivemos vínculos com a África, a América Latina, Austrália ou Oceania. Não temos nada contra habitantes desses continentes, mas queremos atletas afinados com a mentalidade e o espírito da equipe. Também somos contra a presença de jogadores pertencentes a minorias sexuais”, diz parte do comunicado. 

Sem citar o nome de nenhum atleta, a nota afirma ainda que atletas “negros estão sendo impostos à força” à torcida. Além do próprio Hulk, o meia belga Witsel e o zagueiro português Alves já foram alvo de preconceito racial por parte de torcedores do Zenit.

Esta não foi a primeira manifestação preconceituosa de parte de adeptos da equipe russa. No começo de 2011, quando atuava no Anzhi, o lateral esquerdo Roberto Carlos foi alvo de piadas racistas, após um torcedor do Zenit mostrar uma banana para o brasileiro durante cobrança de escanteio. Três anos antes, o clube russo foi multado e quase banido da Liga Europa por ver parte de sua torcida chamar atletas do Olympique de Marselha de “macacos”.

Clube rebate – Logo após o comunicado divulgado pela Camisa 12, o Zenit emitiu uma nota oficial em que critica as declarações da Seleção-12.

“Nossa política está voltada para o desenvolvimento e integração da comunidade global e não dá respaldo a posturas arcaicas. A luta contra os diferentes níveis de intolerância é o único princípio de desenvolvimento de nosso clube, do futebol e do esporte ao redor do mundo. Sempre nos destacamos pela tolerância e sempre reunimos atletas de diferentes origens ou credos”, garante o comunicado.

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