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Integrantes do Carrossel torcem por volta de Rivaldo e Vadão à ativa

Edoardo Ghirotto, especial para a GE.Net Mogi Mirim (SP)

Ídolos incontestáveis da história do Mogi Mirim, Rivaldo e Vadão estão desempregados por motivos distintos. O ex-jogador deixou o Kabuscorp, da Angola, em novembro, enquanto o treinador aguarda propostas após a sua demissão do Guarani. Disponível no mercado, a dupla recebeu a torcida de antigos companheiros do Carrossel Caipira e os votos para voltarem ao trabalho o quanto antes.

Presidente licenciado do Mogi Mirim, Rivaldo, de 40 anos, não pôde comparecer ao amistoso do último sábado, contra o São Paulo campeão mundial em 1992, por conta de uma viagem pessoal à Espanha. Presença confirmada na despedida do ex-goleiro Marcos, do Palmeiras, na próxima terça-feira, o meia ainda não anunciou oficialmente a sua aposentadoria e mantém em sigilo as propostas recebidas para voltar ao futebol profissional.

A indefinição presente em seu futuro não agrada ao amigo Lélis Macedo. Responsável pelas categorias de base da Ponte Preta, o ex-jogador do Mogi torce para que o armador tenha uma despedida à altura de sua carreira. “O Rivaldo é um excelente presidente e um craque dentro de campo. Foi seguramente um dos melhores do mundo. Ele tem condições de jogar aqui ou em qualquer clube do Brasil. Posso dizer que a saudade de vê-lo em campo é muito grande.”

Fernando Dantas/Gazeta Press
Rivaldo ainda não pendurou as chuteiras e ganhou o apoio de antigos companheiros para voltar a jogar
A situação de Oswaldo Alvarez, o Vadão, não chega a ser tão misteriosa como a de Rivaldo. O treinador conversou com o gerente de futebol do Sapão, Simplício, para retornar ao clube em 2013. Contudo, as partes não chegaram a um acordo. Além dos times nacionais, as ofertas do mundo árabe também motivaram os seus antigos comandados a pedirem a sua permanência no futebol brasileiro por mais um ano.

“O Vadão tem a sua história escrita até hoje. Ele foi vice-campeão do Paulista com o Guarani e eu torci muito por ele naquela final. É um treinador que fica escondido, mas liberta todo o seu potencial em determinadas ocasiões. Foi uma alegria revê-lo no banco de reservas e eu aguardo ansiosamente o seu retorno ao futebol”, disse o veterano Fernando, que teve seu discurso endossado por Sandro Gaúcho.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
O técnico Vadão afastou propostas do mundo árabe e manteve o seu futuro indefinido
“Ele demonstrou e demonstra ser um técnico capacitado e muito inteligente. Na nossa época, o Vadão teve a ousadia necessária para fazer história no Mogi. Ele trouxe métodos novos e tem condições de assumir uma equipe de ponta. Os seus últimos trabalhos no Brasil comprovam isso”, completou o ex-jogador do Santo André e do próprio Sapão.

Mesmo com todo o carinho recebido por seus velhos parceiros de Mogi Mirim, Vadão manteve o seu destino em segredo e evitou comentar sobre as ofertas de trabalho que surgiram após a sua saída do Guarani.

“Essa conversa com o Mogi não deu certo, mas futuramente pode acontecer um novo contato. Eu fiz uma viagem familiar recentemente e estou esperando um pouco mais. Vamos ver o que aparece”, afirmou o evasivo técnico.

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