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Tigre aposta em “muito coração” para ganhar relevância continental

Gabriel Carneiro, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

São 110 anos de história e apenas oito títulos conquistados, sendo uma vez da Copa Argentina, seis da segunda divisão do Campeonato nacional e uma Copa Aldao, única conquista internacional da história, disputada antigamente entre o campeão argentino e o campeão uruguaio do ano anterior. Somadas a essas conquistas, três vice-campeonatos da elite e uma final de Copa Sul-americana, talvez o maior momento da longa e pouco vitoriosa trajetória do Club Atlético Tigre, o Matador de Vitória.

Fundado em 2 de agosto de 1902 na cidade de Victoria, Partido de San Fernando, província de Buenos Aires, o Tigre tem um histórico de clube pequeno se comparado à recheada galeria de conquistas do São Paulo, que só viria a ser fundado 33 anos depois, mas desde então trouxe para o Morumbi seis edições do Campeonato Brasileiro, além de mais três Libertadores e três Mundiais de Clubes.

Djalma Vassão/Gazeta Press
O sonho de Donatti é o mesmo dos hinchas do Tigre: vencer um torneio internacional pela primeira vez
Nesta quarta-feira, às 21h50 horas (de Brasília), no estádio do Morumbi, as duas equipes começam a decidir a edição de 2012 da Copa Sul-americana, competição que pode encerrar um jejum de quatro anos do São Paulo sem títulos ou, em caso de zebra, premiar o modesto clube argentino com sua primeira conquista relevante na história. Depois do 0 a 0 no jogo de ida, em La Bombonera, o Tigre aposta em “muito coração” para escrever a página mais gloriosa de sua história centenária.

“A verdade é que para o Tigre é um orgulho enorme chegar em uma final contra o São Paulo. Sabemos que eles têm jogadores de muita categoria, um grupo numeroso, mas podemos fazer esse milagre. Temos força, apesar de sermos pequenos e não termos tantos jogadores. Mas temos coração, muito coração. Queremos fazer uma grande partida contra o São Paulo, porque também não éramos favoritos contra o Millonarios, contra o Cerro Porteño, mas chegamos aqui”, resume o zagueiro Alejandro Donatti, capitão do Tigre, mas que não poderá estar em campo por ter sido expulso no primeiro jogo da final.

Para chegar até a partida realizada em La Bombonera, quando Donatti e o são-paulino Luis Fabiano foram expulsos, o Tigre passou por adversários duros e, desde o início, foi tratado como zebra pela própria imprensa argentina. Ao entrar direto na segunda fase, eliminou o rival Argentinos Juniors (6 a 2 no placar agregado), o Deportivo Quito (perdeu por 2 a 0 fora, mas se classificou com vitória por 4 a 0), o Cerro Porteño (4 a 3 no agregado) e o Millonarios (dois empates, por 0 a 0 e 1 a 1).

Divulgação/Site Oficial
O Tigre segurou um empate por 0 a 0 na Bombonera e espera superar a tradição do São Paulo nesta 4ª, no Morumbi
Antes de 2012, o Matador havia disputado a Copa Sul-americana apenas uma vez, em 2009, quando acabou eliminado logo na primeira rodada pelo San Lorenzo. Apesar da desclassificação precoce, o clube passou, naquele momento, a ganhar notoriedade, já que havia subido para a primeira divisão três anos antes, após 29 temporadas ‘escondido’. Sua melhor temporada antes de 2007, quando foi vice do Apertura, foi a de 1955, oportunidade em que terminou no sexto lugar.

Colorindo de azul e vermelho as canchas argentinas há 110 anos, o Tigre tenta alcançar um título importante pela primeira vez na história. Para Alejandro Donatti, o objetivo é ser campeão com base na humildade: “Não temos pretensão de nada, apenas de fazer uma grande partida e não pensar em ser vice, mas sim em orgulhar o povo argentino”.

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