O Corinthians queria Túlio e teve que aceitar Jorge Henrique para contratar o volante. Um foi embora após três meses, chorando na mesa do presidente Andrés Sanchez porque não conseguia jogar no clube. O outro, contrapeso, marcou seu nome na história alvinegra.
É cheia de sucessos improváveis a trajetória do jogador no Timão. Ganhar o Mundial como titular foi só mais um exemplo da força do camisa 23, que escolheu esse número por causa da data de seu aniversário: 23 de abril, dia do santo guerreiro que lhe empresta o nome.
Com as armas de Jorge, o Alvinegro conquistou o Paulista e a Copa do Brasil de 2009. O atacante foi importante nos dois campeonatos e particularmente decisivo no último, com gols nas duas partidas da final contra o Internacional, de Tite.
Superada a birra do cartola, Jorge voltou a participar de um título importante. Na conquista do Campeonato Brasileiro, roubou a cena na partida decisiva, provocando o rival Palmeiras com um chute no ar à Valdivia. O Pacaembu explodiu.
Chegou 2012, e o atacante voltou a perder espaço, fruto de seus recorrentes problemas físicos. No momento decisivo, porém, como é seu costume, estava novamente entre os titulares ajudando o Corinthians a conquistar sua primeira Copa Libertadores.
De lá para cá, pouco jogou. Na hierarquia de Tite, só entre os atacantes, chegou a ficar atrás de Emerson, Guerrero, Romarinho e Martínez. E começou o Mundial no banco.
Na decisão, entretanto, Jorge Henrique não podia ficar fora. O improvável herói do Timão ganhou a posição um dia antes do confronto com o Chelsea e ampliou sua marca na história do clube.
