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Futebol/Mundial de Clubes - ( - Atualizado )

Para alvinegros, coragem contra campeão europeu definiu o título

Yokohama (Japão)

 

O adversário não era o Barcelona, mas o comportamento do Corinthians diante do campeão europeu foi muito diferente do adotado pelo Santos, goleado na final do Mundial do ano passado. Irritado com críticas recentes de Muricy Ramalho, a quem derrotou na Copa Libertadores, Tite vibrou com a atitude de seus comandados no Estádio Internacional de Yokohama.

“O time teve coragem, grandeza. É preciso ter coragem para ficar com a bola no pé, para não deixar a bola queimar no pé. É preciso ter coragem também para marcar corretamente. O time foi a cara do Corinthians”, comemorou o treinador.

Geralmente com um discurso carregado de “respeitabilidade” aos adversários, o gaúcho celebrou até os momentos de maior animosidade dentro de campo. Houve lances em que jogadores alvinegros recusaram cumprimentos de rivais, algo oposto ao visto quando os santistas se limitaram a marcar e reverenciaram os craques do Barça no Japão. “Dá para ser leal e competir. Não precisa ter formalidades.”

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Não faltou valentia a Paulinho e a seus companheiros no histórico 16 de dezembro de 2012
Quem mais claramente recusou formalidades foi Jorge Henrique. O camisa 23 mostrou que Tite estava certo ao apostar nele, teve importância grande no duelo tático em Yokohama e brigou como costuma, evitando contato até com os brasileiros do Chelsea.

“É coisa do jogo. Estou defendendo o meu clube, as minhas cores. Não tenho que dar a mão depois de uma falta. Eu respeito, mas, ali dentro, defendo o meu”, afirmou o atacante.

O comportamento tem a ver com a personalidade dos atletas, mas tem também muito a ver com orientações claras do treinador. Na sexta-feira, quando o desempenho nas semifinais apontava um claro favoritismo do Chelsea, Tite teve uma reunião com o grupo.

“Ele nos chamou e inverteu a situação. Falou: ‘Nós vamos para dentro dos caras. Ali, senti que o time começou a ganhar coragem”, disse o zagueiro Paulo André, usando uma palavra que foi bastante repetida na comemoração.

“Não dá para desmerecer, os caras são bons para caramba. Mas não dá para ter medo. Pô, são 33 milhões de torcedores, parece que já é a maior torcida do Brasil. O cara, para vestir esta camisa, não pode ter medo. Estamos representando, como eles mesmo dizem, um bando de favelados”, resumiu o valente Emerson.

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