Futebol/Copa São Paulo de Futebol Júnior - ( - Atualizado )

Único paulistano em casa, Nacional põe formação acima de resultados

Gabriel Carneiro, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

O zagueiro Léo Coelho fez o desarme, observou a movimentação ofensiva dos companheiros e lançou o ligeiro Amilton Buri, que penetrou na defesa do São Bernardo com apenas três toques na bola até executar o passe curto para Ronaldo, que vinha de trás, mas errou o alvo. Diferentemente da visão dos clubes grandes, o Nacional Atlético Clube, tradicional na capital paulista, não tem como premissa os resultados, e sim a formação de atletas. “É mais importante que toda essa tabela dê certo do que o gol”, resume o técnico Marcel.

A partir do próximo dia 6 de janeiro, o ‘Naça’ começa mais uma trajetória para formar campeões, na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Eliminado precocemente na edição de 2012, com três derrotas em três partidas na primeira fase, o clube carrega a responsabilidade de ser o único paulistano a atuar na cidade, dentro de seu estádio Nicolau Alayon. Além disso, o histórico de ter sido campeão em 1972 e 1988 e vice-campeão em 1969, primeira edição do torneio, e 2005.

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O Nacional é o terceiro clube paulista mais vencedor da Copinha, atrás apenas do Corinthians, que tem oito conquistas, do São Paulo, com três, e igualado à Portuguesa. O Santos, por exemplo, tem apenas um título, ao passo que o Palmeiras nunca venceu a competição. “Aqui no Nacional vem pessoas de todo o País ver os jogos, então não pode pensar que estamos em um time pequeno, muito pelo contrário”, diz o meio-campista Caíque que, aos 16 anos, passou pela base do Palmeiras e do Corinthians antes de ser chamado por Marcel para vestir a camisa do Nacional.

Fernando Dantas/Gazeta Press
O Nacional AC, bicampeão da Copa São Paulo, confia no sucesso da geração de 2013, única da cidade em casa
“Resultado é importante, mas todo mundo gosta de ver jogo bom, futebol bom. Perder ou ganhar faz parte, por isso que o Nacional é o que é, um clube que forma e coloca jogadores no mercado do futebol. Como treinador tenho que motivar isso, mostrar que a formação é mais difícil do que montar um time para jogar a bola para frente e ganhar jogo. O Nacional tem nome, força, e acredito que vai caminhar bem”, opina o técnico Marcel, responsável por comandar os garotos entre 15 e 20 anos na Copinha de 2013.

Apesar de satisfeito, o treinador indica uma leve preocupação com o setor ofensivo da equipe que enfrenta o Tocantinópolis, no próximo dia 6, em São Paulo: “Estamos atentos a isso, mas trabalhando, evoluindo, acertando. É um campeonato de tiro curto, mas a gente sempre tem esperança e acredita na molecada, eles vão conseguir. É importante estar errando agora, o momento de errar é agora”. Segundo Marcel, uma das ideias do Nacional é aproveitar atletas que têm talento, mas são pouco aproveitados em equipes grandes do futebol paulista.

Fernando Dantas/Gazeta Press
O técnico Marcel quer que o time jogue bonito e, se der, tente alcançar o título da Copinha
Um dos exemplos é o próprio Caíque , que disputou o Campeonato Paulista Sub-15 pelo Palmeiras, estava envolvido em um “rolo” entre Audax e Corinthians, mas aceitou o convite de Marcel para representar uma equipe tradicional do futebol paulista. “Experiente”, o jogador de 16 anos sabe que o grupo de jovens do Nacional é o lugar certo para aprimorar sua apurada qualidade técnica.

“Já passei por time grande e você vê um monte de coisa, pelo lado bom e pelo lado ruim. Tudo o que falam de panelinha, essas coisas, isso tudo é verdade, muita coisa assim acontece na base dos times grandes, onde tem muito dinheiro envolvido. Mas tem o lado bom também, porque você cresce. Tem que guardar o que for bom e jogar fora o que não for, como tudo na vida. O Nacional dá a chance de isso se tornar realidade”, encerra o bem articulado sonhador do Nacional.

Outro sonhador, este mais próximo de se tornar uma realidade, é o zagueiro Léo Coelho, capitão do time, de 19 anos. Consciente de que o fato de ser o único paulistano a poder jogar dentro da cidade, o defensor se empolga com a Copinha-2013: “Meu primeiro clube foi o Nacional, cheguei em setembro de 2010 e não saí mais. É um time bicampeão da Copa São Paulo, única sede em capital. É uma oportunidade para a gente, porque o pessoal vem ver e o Nacional investe, aposta nos meninos”.

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