Futebol/Copa São Paulo de Futebol Júnior - ( - Atualizado )

Com dois times na Copinha, Corinthians integra base e profissional

Gabriel Carneiro, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Rodrigo Azevedo Leitão é Mestre e Doutor em Ciências do Esporte pela Unicamp e começou a carreira como analista de jogos do Corinthians, tendo até mesmo feito parte da comissão técnica de Carlos Alberto Parreira, em 2002. A partir de janeiro de 2013, o profissional será responsável por conduzir o Timãozinho na tentativa de ser bicampeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior e, mais importante do que isso, de formar boas promessas para o elenco profissional.

“O objetivo do Corinthians é formar. A gente quer, basicamente, levar jogadores para o profissional. A intenção é pegar essa safra nova, formar, mas sem abrir mão de vencer. Queremos formar jogadores que tenham a palavra ‘vencer’ como objetivo, porque são duas coisas que não estão desconectadas”, reconhece o estudioso treinador, que até então comandava o time Sub-18 do Corinthians. Na Copa São Paulo de 2013, Leitão terá que dividir suas atenções.

Isso porque o Corinthians será duplamente representado na Copinha. Além do seu time Sub-20, que vai até Araras e tem estreia marcada para o dia 6 de janeiro, contra o XV de Piracicaba, a categoria Sub-18 também terá alguns nomes jogando emprestados ao Flamengo de Guarulhos. Os dois clubes têm parceria e realizam intercâmbio de jogadores, inclusive para a competição mais importante do futebol de base do País.

Montagem sobre fotos Gazeta Press
Segundo Leitão, Tite e sua comissão observam todo o trabalho feito nas categorias de base do Corinthians

“A maior parte do grupo vencedor no ano passado foi aproveitado no profissional ou está rodando por empréstimo para voltar. Isso mostra duas coisas: temos no elenco atual poucos que jogaram a outra edição da Taça e, segundo, a força da formação de atletas no Corinthians”, sintetiza o técnico que, em 2012, no comando da parceria com o Flamenguinho, chegou às oitavas de final do Campeonato Paulista Sub-20 jogando apenas com jogadores com menos de 18 anos: “Vamos mostrar para todo mundo que a gente tem tradição na base sim”.

O argumento de Rodrigo Leitão ganha força pelo fato de que alguns nomes campeões de 2012, como Antônio Carlos e Giovanni, sem contar Marquinhos, que foi até emprestado à Roma, ganham cada vez mais oportunidades entre os comandados de Tite. De acordo com o treinador, isso ocorre em função da troca de informações entre os departamentos de futebol profissional e amador do Corinthians.

Na última quinta-feira, durante um treino do time Sub-20 na Fazendinha, quatro analistas de desempenho do Timão apareceram nas arquibancadas para contabilizar o número de passes certos e errados, velocidade, arrancadas, chutes a gol, entre outros dados que se tornarão estatística para uso de Tite e também de Rodrigo Leitão.

“O Corinthians tem uma coisa que o destaca da maioria dos outros times: aqui existe uma filosofia de trabalho. Quando o Corinthians busca jogador esse cara tem um perfil, tanto faz na base ou no profissional. Esse cara é aguerrido, determinado, briga pela bola e quer sempre ganhar os jogos. Isso que queremos construir. Temos liberdade para criar, desenvolver fundamentos, ações táticas, mas sempre mantendo a filosofia”, encerra o substituto de Narciso, otimista por manter também o título no Parque São Jorge.

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