O troféu de campeão mundial de 2012 já virou peça de museu. Neste sábado, o Corinthians levou a taça que ganhou da Fifa ao derrotar o egípcio Al Ahly e o inglês Chelsea no Japão para o seu Memorial. O início da exposição atraiu centenas de torcedores, que acordaram cedo e formaram uma longa fila diante no Parque São Jorge logo pela manhã.
Pouco depois das 8 horas, por exemplo, o aposentado Carlos Merino já estava à espera da oportunidade de ver o troféu. Ele não era o primeiro da fila. “Mas fiquei na frente de todo mundo porque tenho 75 anos. Ser velho tem suas vantagens”, sorriu o torcedor, que se intimidou quando enfim pôde posar para fotos com a taça. “Vai, pai! Vai, Corinthians!”, incentivou o seu filho.
Metros à frente na fila, estavam dois torcedores com o nome do Sheik: o supervisor de logística Emerson da Silva, de 42 anos, e seu filho Emerson Júnior. Também acompanhados pelo caçula Matheus, que vestia a camisa do goleiro Cássio, eles saíram de Jundiaí só para se aproximar do troféu de campeão do mundo.

Mas o troféu de campeão mundial não era a única novidade do Memorial que chamava a atenção do público. O museu também ganhou uma camisa que o lateral direito e capitão Alessandro usou no torneio, uma placa em homenagem à participação do Corinthians e até uma bola Cafusa com chip para detectar gols. A taça (que chegou cuidadosamente guardada em uma maleta) e os demais artefatos ficaram alocados ao lado da peça que simboliza a conquista do primeiro Mundial da história, o de 2000.
Para receber a torcida no novo espaço da Memorial do Parque São Jorge, o Corinthians preparou uma chuva de papel laminado – tal qual ocorreu quando Alessandro ergueu o troféu pela primeira vez. Do lado de fora, torcedores organizados se encarregaram de fazer uma grande queima de fogos, cantar e agitar bandeiras.
Diferentemente de quando a taça da Libertadores foi levada ao Memorial, contudo, nenhum dirigente ou jogador compareceu no evento. O presidente Mário Gobbi estava no Paraguai na sexta-feira para acompanhar o sorteio da chave de grupos da competição continental de 2013, enquanto o elenco aproveita as férias de final de ano.
O troféu da última Libertadores, que havia alavancado o movimento no Memorial a partir de julho, ainda não foi esquecido. A maioria dos torcedores se dirigia até o item depois de tirar fotografias com a taça do Mundial de Clubes. Não havia tanto apelo para outras conquistas, como as taças de Campeonatos Brasileiros – algumas delas, inclusive, desprotegidas por cúpulas de vidro. “Ninguém tem cúpula disso!”, brincou o jornalista e historiador Celso Unzelte, que estreou uma camisa nova corintiana (cinza) e levou toda a família para o museu.
O Memorial do Corinthians funcionará com programação especial e horário estendido até 3 de março. De terça-feira a sábado, o local abrirá entre 10 horas e 20 horas. Aos domingos, das 10 horas às 18 horas. Em função dos feriados de Natal e Ano Novo, o museu estará fechado nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1º de janeiro.
O ingresso para ver a taça do Mundial e outras tantas custa R$ 8 em dias de semana e R$ 10 aos sábados, domingos e feriados. Sócios do Corinthians e estudantes pagam meia-entrada, enquanto crianças com até cinco anos e idosos com mais de 65 têm acesso gratuito.
