Futebol/Mundial de Clubes - ( - Atualizado )

Corintianos acordam cedo para ver o troféu de campeão do mundo

Helder Júnior São Paulo (SP)

O troféu de campeão mundial de 2012 já virou peça de museu. Neste sábado, o Corinthians levou a taça que ganhou da Fifa ao derrotar o egípcio Al Ahly e o inglês Chelsea no Japão para o seu Memorial. O início da exposição atraiu centenas de torcedores, que acordaram cedo e formaram uma longa fila diante no Parque São Jorge logo pela manhã.

Pouco depois das 8 horas, por exemplo, o aposentado Carlos Merino já estava à espera da oportunidade de ver o troféu. Ele não era o primeiro da fila. “Mas fiquei na frente de todo mundo porque tenho 75 anos. Ser velho tem suas vantagens”, sorriu o torcedor, que se intimidou quando enfim pôde posar para fotos com a taça. “Vai, pai! Vai, Corinthians!”, incentivou o seu filho.

Djalma Vassão/Gazeta Press
O aposentado Carlos Merino foi conduzido ao começo da fila e tornou-se o primeiro torcedor a ver a taça no museu
Havia corintianos de todas as idades no Memorial. Até um com só quatro meses de vida. “O Daniel já nasceu campeão”, contou, orgulhoso, o taxista Adriano da Rocha, de 37 anos. Daniel se chamaria Emerson (em homenagem ao Sheik, herói da Copa Libertadores da América) se a vontade do pai prevalecesse. “Mas é a mãe quem manda”, conformou-se o pai, vigiado de perto pela esposa.

Metros à frente na fila, estavam dois torcedores com o nome do Sheik: o supervisor de logística Emerson da Silva, de 42 anos, e seu filho Emerson Júnior. Também acompanhados pelo caçula Matheus, que vestia a camisa do goleiro Cássio, eles saíram de Jundiaí só para se aproximar do troféu de campeão do mundo.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Fã de Cássio, o garoto Mateus reverenciou o bicampeonato mundial do Corinthians
“E pensar que eu poderia ter visto esta taça bem de perto antes, no Japão”, comentou Emerson. “A minha passagem já tinha sido comprada. Só não embarquei porque a minha esposa está grávida de sete meses, de gêmeas. Seus meninos queriam que eu viajasse mesmo assim”, acrescentou. Seu filho Mateus provou a devoção pelo Corinthians quando ficou perto do troféu: ajoelhou-se e fez gestos de reverência – assim como a torcida costuma coreografar para saudar o “Todo-poderoso Timão” nas arquibancadas. “Foi algo programado. Eu já tinha ensaiado”, contou o garoto de sete anos.

Mas o troféu de campeão mundial não era a única novidade do Memorial que chamava a atenção do público. O museu também ganhou uma camisa que o lateral direito e capitão Alessandro usou no torneio, uma placa em homenagem à participação do Corinthians e até uma bola Cafusa com chip para detectar gols. A taça (que chegou cuidadosamente guardada em uma maleta) e os demais artefatos ficaram alocados ao lado da peça que simboliza a conquista do primeiro Mundial da história, o de 2000.

Para receber a torcida no novo espaço da Memorial do Parque São Jorge, o Corinthians preparou uma chuva de papel laminado – tal qual ocorreu quando Alessandro ergueu o troféu pela primeira vez. Do lado de fora, torcedores organizados se encarregaram de fazer uma grande queima de fogos, cantar e agitar bandeiras.

Diferentemente de quando a taça da Libertadores foi levada ao Memorial, contudo, nenhum dirigente ou jogador compareceu no evento. O presidente Mário Gobbi estava no Paraguai na sexta-feira para acompanhar o sorteio da chave de grupos da competição continental de 2013, enquanto o elenco aproveita as férias de final de ano.

O troféu da última Libertadores, que havia alavancado o movimento no Memorial a partir de julho, ainda não foi esquecido. A maioria dos torcedores se dirigia até o item depois de tirar fotografias com a taça do Mundial de Clubes. Não havia tanto apelo para outras conquistas, como as taças de Campeonatos Brasileiros – algumas delas, inclusive, desprotegidas por cúpulas de vidro. “Ninguém tem cúpula disso!”, brincou o jornalista e historiador Celso Unzelte, que estreou uma camisa nova corintiana (cinza) e levou toda a família para o museu.

O Memorial do Corinthians funcionará com programação especial e horário estendido até 3 de março. De terça-feira a sábado, o local abrirá entre 10 horas e 20 horas. Aos domingos, das 10 horas às 18 horas. Em função dos feriados de Natal e Ano Novo, o museu estará fechado nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1º de janeiro.

O ingresso para ver a taça do Mundial e outras tantas custa R$ 8 em dias de semana e R$ 10 aos sábados, domingos e feriados. Sócios do Corinthians e estudantes pagam meia-entrada, enquanto crianças com até cinco anos e idosos com mais de 65 têm acesso gratuito.

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