Futebol/Mundial de Clubes - ( - Atualizado )

Criado na favela, Sheik agradece ao povo japonês por educação

Nagoya (Japão)

Emerson ainda não era o Sheik, mas já chamava a atenção por sua personalidade peculiar no tempo em que atuou no futebol japonês. Aparecer para treinar com o corpo coberto de joias após uma proibição do técnico é apenas uma das muitas histórias do atacante entre 2000 e 2005, período no qual diz ter crescido muito.

“Na infância, morei com mais três irmãos em uma favela no Rio. Depois, fui para o São Paulo e saí muito cedo. Toda a minha educação foi com o povo japonês”, disse o jogador de 34 anos, que chegou aos 21 ao Consadole Sapporo, o primeiro dos três clubes que defendeu no país-sede do Mundial.

AFP
De volta ao Japão para o Mundial, Emerson lembra com carinho de sua passagem pelo país

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“Aprendi muito aqui. Muito mais no lado humano do que como atleta, pois aprendi tudo sobre educação, sociedade e respeito ao próximo. O povo japonês é um professor nesse quesito. Foi a minha maior conquista por aqui”, acrescentou o atacante, eleito o melhor jogador do futebol japonês em 2003.

Em sua passagem pelo país, Emerson marcou mesmo pelo ótimo futebol apresentado no Urawa Reds. Foi na época em que defendia o clube de Saitama que viu nascer um de seus filhos, o japonês Emerson Filho, cujo parto teve o auxílio de um tradutor corintiano.

“Falo com muito carinho do povo japonês. Vi meus filhos crescerem aqui e também cresci como pessoa. Sempre fui determinado a buscar o melhor para mim, mas o povo japonês me ensinou muito mais do que eu imaginava”, comentou.

Depois que saiu do Urawa, Emerson virou o Sheik pelo sucesso obtido no Catar, época em que a verdade sobre sua identidade acabou vindo à tona: o atacante se chamava Márcio e havia nascido em 1978, não em 1981.

Desde então, o atleta passou pela França, voltou ao Qatar, esteve nos Emirados Árabes Unidos e finalmente ganhou algum reconhecimento no Brasil sendo campeão brasileiro por Flamengo, Fluminense e Corinthians.

No Timão, o Sheik ficou definitivamente marcado na história ao marcar duas vezes na decisão da Copa Libertadores e provocar o zagueiro Caruzzo, do Boca Juniors, até com dentadas. Mas sem esquecer a educação que o povo japonês lhe deu. “Minha gratidão a este país é eterna.”

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