O centroavante Paolo Guerrero já está completamente identificado com o Corinthians. Esforçando-se para falar português em suas entrevistas, o peruano ganhou a confiança do técnico Tite, que fez dele titular absoluto, e de torcedores. Pudera: cumpriu a sua meta pessoal em um semestre como corintiano.
Após marcar o gol da vitória por 1 a 0 em cima do egípcio Al Ahly, na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, Guerrero havia avisado: “Cheguei ao Corinthians para ser campeão mundial”. O título foi consumado com a vitória também por 1 a 0 sobre o Chelsea neste domingo, em Yokohama. Também com gol seu.
Contratado logo após a conquista da Copa Libertadores da América, Guerrero se integrou ao elenco com a missão de substituir o ídolo Liedson, que sofria com problemas físicos e clínicos e acabou liberado para acertar com o Flamengo. Tite queria armar a sua equipe com um centroavante de referência como o peruano.
Nem mesmo a lesão no joelho direito sofrida pouco antes do embarque corintiano (na derrota para o São Paulo, em que ele marcou um gol) para o Japão tirou a titularidade de Guerrero no Mundial. O peruano enfrentou o pavor de viajar de avião anestesiado por infiltrações que aliviaram as suas dores.
A entrega de Guerrero foi recompensada. Revelado pelo Alianza Lima, o jogador que passou uma década na Alemanha (defendeu Bayern de Munique e Hamburgo) conquistou aquele que considera o mais importante título de sua carreira, neste fim de semana – ele também é bicampeão alemão. O ídolo maior do futebol peruano na atualidade já tem um título mundial, como ele queria, e a admiração de outra nação: a corintiana.
