Atletismo/São Silvestre - ( - Atualizado )

Subida “amarga” da Brigadeiro não assusta brasileiras

Bruno Ceccon e Felippe Rodrigues São Paulo (SP)

A volta da chegada da Corrida Internacional de São Silvestre para a Avenida Paulista só recebeu elogios entre os atletas de elite que largam na manhã desta segunda-feira. Mas a alteração do percurso também guarda uma velha temida conhecida dos corredores que disputam a última prova do ano: a subida da Avenida Brigadeiro Luís Antonio desde o centro de São Paulo.

O trecho ganhou fama ao longo do tempo como o mais difícil de toda a prova. Habituadas a correr nas ruas de São Paulo, porém, as brasileiras Marily dos Santos e Maria Zeferina Baldaia não se impressionam mais com os aproximadamente 2,5 km em subido.

“A Brigadeiro não é um bicho de sete cabeças. Pode não ser doce, é amargo”, brincou Marily, líder do ranking da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). “Já subi com a Baldaia no meu calo, sabendo que era a campeã da São Silvestre. Pode ser que na Brigadeiro não tenhamos mais velocidade como lá atrás, mas a decisão da prova é ali”.

Credenciada pelo título conquistado em 2001, Baldaia já conhece o segredo para se dar bem neste ano: tomar cuidado para não chegar sem fôlego. “As pessoas falam da famosa subida da Brigadeiro. Tem que ter um trabalho, manter o ritmo no cronometrado. Na maratona a prova começa depois do quilômetro 30. Na São Silvestre, prova é muito rápida. Tem que ter cautela.”, revelou.

Marily dos Santos, em 2012, se dedicou mais às maratonas, provas quase três vezes mais longas que a desta segunda-feira (42 contra 15 km). Foram cinco provas ao longo do ano, que a fazem “sentir o corpo maratonista”. Apesar de não mostrar muito otimismo quando fala das dominantes rivais africanas, a brasileira aposta em outros trechos do percurso.

“Eu sei que é uma prova curta e não tenho receio. Corro muito forte que sei que vai terminar logo. Se tiver descida, melhor pra mim. Vou tentar abrir nas descidas. A São Silvestre sobe e desce, e muda um pouco o estilo de correr, não fica numa posição só. E uma corrida assim é uma caixinha de surpresas”, projetou.

Desde 2006, quando Lucélia Peres faturou a corrida, apenas corredoras africanas venceram. Alice Timbilili (2007 e 2010), Pasalia Chepkorir (2009) e Priscah Jeptoo (2011), todas do Quênia, e Yimer Ayalew (2008), da Etiópia, foram as campeãs dos últimos cinco anos.

A largada do pelotão de elite feminino tem previsão para às 8h40 (de Brasília), vinte minutos antes do horário de largada dos homens. Após a saída, a prova passará pelo bairro do Pacaembu e pelo centro de São Paulo, antes de voltar à Paulista pela Brigadeiro.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Atual líder do ranking e campeã de 2001, Marily e Baldaia não temem a Brigadeiro e já têm as estratégias definidas

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