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Diretoria flamenguista pode 'forçar' saída de Dorival Júnior

Gazeta Press Rio de Janeiro (RJ)

O nome de Dorival Júnior não chega a ser consenso entre os dirigentes do Flamengo. Porém, a multa rescisória caso o clube queira se desfazer do trabalho do treinador supera a casa de R$ 2 milhões, e os dirigentes não cogitam a hipótese de um pagamento. Até hoje, o Rubro-Negro vem quitando, de maneira parcelada, as multas dos contratos de Vanderlei Luxemburgo e Joel Santana. Dessa maneira, o presidente Eduardo Bandeira de Mello já orientou o departamento de futebol a não rescindir contrato com o treinador.

Apesar disso, Paulo Pelaipe, diretor executivo do Flamengo, não considera Dorival Júnior o nome ideal e já trabalha na sua saída. O vice-presidente de futebol Wallim Vasconcellos não tem opinião formada sobre o assunto, embora considere Dorival um profissional sério. Porém, vai respeitar a decisão de Pelaipe, embora este não tenha carta branca para a rescisão com pagamento de multa.

Como dificilmente Dorival vai aceitar sair abrindo mão da multa, a estratégia de Pelaipe para minar a permanência do treinador é impor a reformulação que pretende aplicar no departamento de futebol. Apesar de as mudanças não terem como objetivo derrubar o treinador, seria um caminho natural. Um exemplo será a demissão do preparador físico Celso de Rezende, homem de confiança do treinador. O dirigente considera o salário dele alto para o clube e, além disso, deseja montar uma comissão técnica permanente, com o treinador podendo escolher apenas dois auxiliares. O mesmo caminho deverá ser tomado na preparação de goleiros.

Dorival Júnior, que está passando férias nos Estados Unidos e só retorna no fim de semana, teria direito a permanecer apenas com os auxiliares Ivan Izzo e Lucas Silvestre, seu filho.

Outro fator que teria irritado Pelaipe é o salário do treinador, considerado alto pelo dirigente. Segundo informações da imprensa carioca, Dorival recebe mais do que ganhava Mano Menezes na Seleção Brasileiro. Desempregado desde que foi dispensado pela CBF no fim de novembro, Mano é uma sombra para Dorival, já que é amigo pessoal de Pelaipe. O ex-técnico do Brasil, porém, está dando preferência a dirigir equipes do exterior, pois seus empresários temem uma exposição indevida da imagem dele com a permanência do país.

Certo é que Paulo Pelaipe terá pouco tempo para trabalhar na formação do elenco para a próxima temporada, pois a reapresentação do plantel acointecerá em 3 de dezembro, quando começa a preparação para a disputa da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca. O Rubro-Negro estreia no dia 19 de janeiro, diante do Goytacaz, no Rio de Janeiro (RJ).

ADRIANO

Após audiência realizada nesta terça-feira, a justiça definiu que o atacante Adriano terá de indenizar Adriene Cyrillo Pinto pelo tiro acidental que feriu a mão da jovem no final do ano passado. Ao todo, como foi definido pelo acordo, o ex-jogador do Flamengo terá de desembolsar R$ 110 mil nas próximas 48 horas.

Ao lado de seus advogados, o Imperador compareceu ao 9º Juizado Especial Criminal, na Barra da Tijuca, e se comprometeu a bancar as despesas da garota no Hospital Barra D’Or, ao preço de R$ 50 mil. Os R$ 60 mil restantes serão destinados à reparação de danos físicos e morais.

O acordo acontece quase um ano depois do incidente no Rio de Janeiro. Com Adriene, mais três garotas e o ex-policial Júlio Cesar de Oliveira, o ex-flamenguista voltava de uma festa quando a jovem acabou se ferindo dentro do veículo do atleta.

Enquanto manuseava uma pistola Taurus de calibre 40, que pertencia ao amigo de Adriano, Adriene acabou disparando contra a própria mão e precisou passar por diversas cirurgias para reparar o local. O jogador de trinta anos chegou a ser acusado de ter efetuado o disparo e, mesmo se declarando inocente, decidiu por indenizar a moça.

Adriano foi contratado pelo Flamengo no meio do ano, mas não conseguiu sequer ir a campo e deixou a Gávea sem saber se um dia voltará a jogar futebol profissionalmente.

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