Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Em despedida, Zinho banca ‘cabo eleitoral’ e projeta retorno ao Fla

Rio de Janeiro (RJ)

Após anunciar a sua saída do Flamengo na última quinta-feira, Zinho voltou ao Ninho do Urubu para “dar uma satisfação ao torcedor”. Com um discurso político, mas carregado de polêmicas, o agora ex-diretor de futebol disse que não aceitou a proposta feita pela nova diretoria por não ter influência no planejamento rubro-negro. Mesmo assim, o dirigente elogiou a índole dos substitutos de Patrícia Amorim e já projetou seu retorno ao clube.

“Eu gostaria de permanecer no mesmo cargo que estava e com a mesma remuneração. O principal não é a questão financeira e sim a responsabilidade. Eu não teria caneta para assinar”, comentou Zinho.“A primeira coletiva da nova diretoria foi colocar um cara no meu lugar. É direito deles, mas não precisava das declarações dizendo que ele decidira a minha permanência. Você tem uma hierarquia no clube e se o presidente me achasse útil, ele mesmo poderia tomar esta decisão”, emendou.

Fábio Borges/Vipcomm
Zinho explicou que seria cobrado por um cargo sem responsabilidades: "Não teria caneta para assinar
Afastado do Flamengo enquanto as mudanças políticas aconteciam, o ex-jogador disse que acompanhou o seu futuro apenas pela imprensa. Ao receber uma proposta concreta, o dirigente interpretou que a função exercida por Paulo Pelaipe teria mais destaque perante a sua. Sem a chance de ter uma opinião forte na montagem do elenco, Zinho optou por se afastar do cargo para não ser cobrado por algo que não poderia responder.

“Eu teria um ano de contrato com redução salarial de até 50%. Eu quero ser remunerado, porque estou no mercado e vendo o que se paga. Mas eu também teria menos parte nas decisões. A cobrança seria sobre o Zinho que ficou sete meses aqui. Nas primeiras crises eles iriam recorrer a quem está há mais tempo. Viria uma carga de cobrança em cima do meu nome e eu não teria poder para arcar com essa responsabilidade. Eu prefiro sair com a imagem que o torcedor tem de mim e pela porta da frente”, pontuou.

A insatisfação gerada com a oferta feita pela diretoria, porém, não apagou a confiança que Zinho mantém na gestão de Eduardo Bandeira de Mello. “O torcedor tem que ter paciência, porque os caras que estão chegando vão conhecer o tamanho da coisa. Eu estou até sendo um cabo eleitoral deles aqui, mas são boas pessoas com boas intenções. Eles vão colocar a casa em ordem no primeiro semestre para que o Flamengo volte a ser um time com possibilidade de lutar por título”, destacou.

Com relação ao seu futuro no futebol, o dirigente disse que aproveitará o mês de janeiro para realizar um sonho de seu pai: ir de carro até João Pessoa, na Paraíba. Além de tomar os devidos cuidados com a saúde do seu patriarca, Zinho espera fazer cursos e aprender com os clubes europeus para adquirir ainda mais experiência antes de seu retorno ao Flamengo.

“Não estou saindo brigado. As portas do Flamengo estão abertas para mim e nada vai me impedir de voltar para cá. Eu terei livre acesso para vir até aqui e conversar com todos. Estou me colocando à disposição do Pelaipe para qualquer coisa que ele precisar e vou esperar a reapresentação do elenco para vir até aqui dar um abraço em todos. Eu tenho esse vínculo com o Flamengo e não é demagogia. É verdade”, concluiu.

Fábio Borges/Vipcomm
Mesmo afastado do Flamengo, Zinho disse que terá livre acesso para ajudar a nova diretoria em 2013

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