Futebol - ( - Atualizado )

Busto nas Laranjeiras fecha ano de homenagens a Nelson Rodrigues

Rio de Janeiro (SP)

Várias foram as homenagens para Nelson Rodrigues em 2012, o ano do centenário de seu nascimento. Nesta quarta-feira, um dos últimos dias do calendário, aconteceu uma das mais significativas, a inauguração de um busto nas Laranjeiras.

O escritor e dramaturgo nunca escondeu o seu amor pelo Tricolor. Pelo contrário, em suas inimitáveis – embora tenha havido muitas tentativas de imitação – crônicas esportivas, ele fazia questão de deixar algo bem claro: “Graças a Deus, não sou imparcial!”.

Ao lado do irmão Mário Filho, por quem tinha grande admiração, Nelson fez do Fla-Flu o jogo charmoso que é. A parcialidade declarada não limitou sua sensibilidade em relação ao rival Flamengo, tema de alguns de seus textos mais bonitos.

Antes da final do Campeonato Carioca de 1963, por exemplo, o gênio fez um chamado. “Eu já fiz um apelo aos tricolores, vivos ou mortos. Ninguém pode faltar ao Maracanã domingo. Incluí os fantasmas na convocação, e explico: – a morte não exime ninguém de seus deveres clubísticos”, escreveu.

Na ocasião, Nelson anunciou previamente o título do Fluminense, algo que acabou não se confirmando nos fatos: “Pior para os fatos”. Houve muitas outras ocasiões, no entanto, em que até os próprios fatos se renderam aos míopes e visionários olhos do jornalista, motivo pelo qual ele foi apelidado pelos torcedores de seu time de Profeta Tricolor.

Foram eles que bancaram a construção do busto, por meio da compra de 300 exemplares do livro “Guerreiros desde 1902 – 110 jogos inesquecíveis”. O dinheiro arrecadado foi usado na obra, cuja inauguração contou com a presença de Nelson Rodrigues Filho, herdeiro de um sentimento pelo clube das Laranjeiras.

“O velho deixou uma herança maravilhosa para a família. Nessa herança, eu destaco o amor ao Tricolor”, disse Nelsinho, que acompanhou também outras homenagens ao seu pai ao longo do ano. Em São Paulo, ele assistiu à montagem de duas peças de Nelson – “A Falecida” e “Boca de Ouro” – e a leitura dramática de outras das 17 obras para o teatro do maior dramaturgo brasileiro. “Agora ele está sendo eternizado aqui. É um grand finale.”

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade