Mohamed bin Hammam não exercerá mais nenhum cargo no futebol mundial. Acusado de ter praticado diversas ilegalidades administrativas nos últimos anos, o dirigente catariano abriu mão de seus cargos nesta segunda-feira e pediu demissão do Comitê Executivo da Fifa e da presidência da Associação Asiática de Futebol (AFC).
Hammam é um dos principais desafetos do presidente da Fifa, Joseph Blatter. O dirigente foi acusado de tentar comprar votos nas eleições para a presidência da entidade, em 2011, e precisou desistir de sua candidatura após o episódio se tornar uma polêmica internacional. À época, o secretário-geral da Concacaf, Chuck Blazer, foi o responsável pela denúncia contra o catariano.
Agora, o dirigente terá de responder por outras acusações na Justiça. A Comissão de Ética da Fifa concluiu as investigações sobre desvios de dinheiro promovidos por Hammam na Associação Asiática de Futebol. O mandatário já teve o seu nome ligado ao processo movido nos bastidores da entidade e poderá sofrer novas medidas cautelares nos próximos dias.
