Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Participação de terceiros no mercado do futebol pode ser cassada

Nyon (Suíça)

A Uefa anunciou uma media que pode mudar as negociações do futebol no mundo todo. A entidade quer impugnar a participação de terceiros no mercado de compra e venda de jogadores. Assim, direitos econômicos de atletas só vão poder pertencer a clubes de futebol e não mais a fundos de investimento ou empresas.

A proposta foi anunciada no dia 11 de dezembro e encaminhada à Fifa. Caso não seja atendida, a instituição máxima do futebol europeu pode implementar a regulamentação dentro de seus domínios e competições.

“Trata-se do primeiro posicionamento oficial da Uefa sobre o assunto. E de maneira contundente. Deu um ultimato à Fifa: ou a entidade proíbe que clubes cedam direitos econômicos a terceiros ou a própria Uefa fará uma norma para suas competições”, atestou Eduardo Carlezzo, especialista em direito desportivo.

Inglaterra e França já adotam a proibição, mas a Uefa pretende que a regra se estenda pelo continente. Os jogadores brasileiros seriam comprados nesses países apenas se 100% de seus direitos fossem adquiridos pelos clubes.

O presidente da Uefa, Michel Platini, falou sobre o possível conflito de interesses e colocou a questão moral como a mais importante para que o pedido fosse encaminhado à Fifa.

“Não creio que seja muito bom se jogadores de várias equipas pertenceram a uma empresa financeira ou pessoas". Penso que, eticamente, moralmente, não é bom. Pensamos nisso e pedimos à FIFA para tratar do assunto", declarou o ex-jogador da seleção francesa.

Durante reunião do Comitê Executivo da Fifa no Japão, nos dias 13 e 14 de dezembro, o assunto foi apresentado e ficou estabelecido que será analisada a futura regulamentação sobre o tema. “Caso a FIFA resolva finalmente proibir qualquer participação de terceiros nos direitos de atleta, o mercado brasileiro será profundamente impactado”, concluiu Eduardo Carlezzo.

AFP
Michel Platini, presidente da Uefa, quer que medida adotada na Inglaterra e na França se espalhe pelo mundo
 

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