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Retrospectiva Europa: Fúria mantém hegemonia, mas espanhóis falham

Madri (Espanha)

Com exceção do Atlético de Madri, que inclusive bateu os compatriotas do Athletic Bilbao na decisão da Liga Europa, os clubes espanhóis não empolgaram em 2012 – ano que representou a segunda parte da última temporada do futebol europeu. Tanto Real Madrid quanto Barcelona caíram nas semifinais da Liga dos Campeões da Europa.

Em compensação, o continente seguiu dominado pela mesma força que já havia vencido a Eurocopa de 2008 e a Copa do Mundo de 2010, surgindo como favorita para a Copa do Brasil, de 2014: A Fúria, de Vicente del Bosque.

A seleção da Espanha demonstrou mais uma vez que não há adversários à sua altura ao se sagrar tricampeã da Eurocopa, que foi disputada na Polônia e na Ucrânia entre 8 de junho e 1° de julho de 2012. Orquestrada pelo mesmo grupo vencedor na África do Sul, o time de Casillas, Sergio Ramos, Xavi e Iniesta se classificou de forma invicta na primeira fase. Foram duas vitórias, contra Irlanda e Croácia, e um empate diante da Itália, por 1 a 1.

AFP

A França não foi páreo nas quartas de final, sendo eliminada com um 2 a 0, dois gols de Xabi Alonso. Na semifinal a classificação saiu com mais suor: 0 a 0 no tempo normal e 4 a 2 nos pênaltis contra Portugal, o time de Cristiano Ronaldo, que nem teve tempo de executar sua cobrança. A vaga na Copa das Confederações de 2013 já estava garantida com a vitória sobre os portugueses, mas o time campeão mundial ainda precisava fazer história ao se tornar o primeiro bi europeu.

E assim foi. Diante de mais de 60 mil espectadores no estádio Olímpico de Kiev, a Espanha sobrou. Fazendo seu melhor jogo em toda a competição, a Fúria não tomou conhecimento dos italianos e apagou até mesmo o empate da primeira fase. A vantagem foi iniciada a partir dos 14 minutos do primeiro tempo, com David Silva. Jordi Alba, que se tornaria reforço do Barcelona após a competição, Fernando Torres e Juan Mata, do Chelsea, futuro campeão da Champions, completaram a goleada por 4 a 0 sobre os tetracampeões mundiais.

AFP

LIGA DOS CAMPEÕES DA EUROPA

Futebol defensivo do Chelsea ganha o mundo na Liga dos Campeões – Se na Eurocopa a Espanha foi premiada pela ofensividade e ousadia, os clubes do país foram as decepções na Liga dos Campeões da Europa. Favoritos ao título, Real Madrid e Barcelona caíram na fase semifinal, diante dos inesperados Bayern de Munique e Chelsea, que fizeram uma final de baixo nível técnico é só decidiram o título nos pênaltis. Foi o primeiro título continental desde que o bilionário russo Roman Abramovich comprou o clube, em 2003, e também o primeiro da história dos londrinos.

Na primeira fase, o Chelsea foi líder do Grupo B, com três vitórias, dois empates, uma derrota e o técnico português André Villas Boas. O melhor time dessa fase inicial da Champions foi o Real Madrid, que venceu as seis partidas e despontou como favorito ao título. Barcelona, Bayern de Munique e Benfica também fizeram boa campanha na primeira fase de uma competição que teve como surpresas as eliminações de Manchester United, Porto e Manchester City – em 2012/2013,os Citizens repetiriam a sina.

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Nas oitavas de final, nem todos os favoritos confirmaram essa condição. No primeiro jogo, o Napoli venceu o Chelsea por 3 a 1, a gota d’água para que Abramovich decidisse mandar Villas Boas embora e efetivasse Roberto di Matteo. Com o ex-jogador no comando, os Blues passaram pelo Napoli com vitória por 4 a 1. Também avançaram Real Madrid, Bayern, Benfica, Milan e Barcelona, que aplicou 7 a 1 no Bayer Leverkusen. Entre os azarões, o Apoel, do Chipre, e o Olympique de Marselha, da França, eliminaram Lyon e Inter de Milão, respectivamente.

Com a competição se afunilando, Apoel, Olympique, Benfica e Milan ficaram pelo caminho. Nas semifinais, o Bayern de Munique abriu vantagem com um 2 a 1 para cima do Real Madrid, na Alemanha. Dentro de Santiago Bernabéu, o clube espanhol aplicou o mesmo placar e levou a disputa para os pênaltis, perdendo por 3 a 1. Na outra chave, o Chelsea colocou em prática seu futebol defensivo, derrotando o Barça por 1 a 0, gol de Drogba, em Stamford Bridge. Na casa do Barcelona, empate por 2 a 2 e classificação dos Blues para a final.

Depois da igualdade no jogo único, disputado na Allianz Arena, Mata errou um pênalti do Chelsea, mas Olic e Schweinsteiger desperdiçaram suas chances e deram o título aos ingleses. Como legado da Champions League 2011/2012, a premiação do futebol pragmático dos experientes nomes dos Blues, que trocariam de técnico mais uma vez antes da derrota para o Corinthians no Mundial de Clubes. Por outro lado, Pep Guardiola encerrou seu trabalho à frente do Barcelona após quatro temporadas.

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LIGA EUROPA

Com brasileiros, Atlético de Madri triunfa na ‘Liga Falcao’ – A Liga Europa teve um novo campeão, mas o mesmo craque da edição 2010/2011. Radamel ‘Falcao’ Garcia, que se transferiu do Porto ao Atlético de Madrid e foi o principal jogador do time espanhol. Os brasileiros Diego, Miranda e Felipe Luís ainda ajudaram a equipe do técnico Diego Simeone a eliminar Lazio, Besiktas, Hannover, Valencia e, por fim, o Athletic Bilbao, até atingir o secundário título continental. A imprensa espanhola apelidou o torneio de ‘Liga Falcao’, se rendendo ao poder do decisivo atacante colombiano.

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CAMPEONATOS NACIONAIS

Nos campeonatos nacionais, só a França surpreende – Todos os campeonatos nacionais europeus da temporada 2011/2012 conheceram seus campeões entre abril e maio. Dos principais torneios, só a França teve um campeão azarão: o modesto Montpellier, que superou forças como Lille, Lyon e PSG para faturar o inédito título. Outros campeões de destaque foram Barcelona, Juventus de Turim, Borussia Dortmund, Manchester City, Porto, Zenit e Shakhtar Donetsk.

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Polêmicas – Além das grandes conquistas da Fúria, do Chelsea e do Atlético de Madri, o futebol europeu viveu períodos conturbados em 2012. O técnico Antonio Conte, da Juventus, sofreu uma suspensão de quatro meses em função da interferência no escândalo de manipulação de resultados do Campeonato Italiano de 2010/2011. Além dele, entraram nas manchetes o zagueiro inglês Terry, por racismo, a crise do Milan, que perdeu seus principais jogadores, e a torcida do Zenit, que protestou contra as contratações de Hulk e Witsel por eles não serem brancos. A temporada ainda viveu a crise do futebol grego, a insatisfação de Cristiano Ronaldo em seguir no Real Madrid e as aposentadorias de Shevchenko e Van Nistelrooy.

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Mercado de transferências – Durante o ano de 2012, três transferências envolvendo jogadores brasileiros chamaram a atenção em todo o mundo, a começar pela venda de Hulk do Porto ao Zenit, que nem chegou a divulgar o valor – estipulado entre 50 e 60 milhões de euros. O Chelsea contratou o meio-campista Oscar, do Inter, por R$ 61 milhões, valor inferior ao do belga Hazard, que foi comprado do Lille por mais de R$ 100 milhões. Já a contratação do são-paulino Lucas, que integra o elenco do novo milionário PSG, foi a grande surpresa da temporada e maior quantia já paga por um clube pela contratação de um brasileiro: R$ 108 milhões.

O PSG foi a equipe que mais investiu em reforços ao final da temporada 2011/2012, trazendo ainda o sueco Ibrahimovic e o zagueiro Thiago Silva, do Milan. Outros jogadores que surpreenderam ao deixar seus clubes foram Didier Drogba, que trocou o Chelsea, onde foi campeão da Champions, pelo Shangai Shenhua, da China. O holandês Van Persie também marcou 2012 ao trocar o Arsenal pelo Manchester United.

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Simplesmente Messi - Provável ganhador da quarta Bola de Ouro da Fifa como melhor jogador do mundo, Messi viveu uma nova temporada de afirmação como principal atleta do futebol mundial. Dois importantes recordes foram batidos pelo argentino de 25 anos - o de maior artilheiro da história do Barcelona (superou César Rodriguez ao anotar três vezes contra o Granada, em março, e ultrapassar a marca de 233 gols). Além disso, La Pulga se tornou o jogador com mais gols marcados em uma temporada - 86 contra 85 de Gerd Muller, em 1972. O brasileiro Zico e o zambiano Chiatalu requerem a marca, mas não são reconhecidos pela Fifa.

AFP

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