Juan Román Riquelme não pretende voltar a jogar pelo Boca Juniors. Após dar indícios de que defenderia novamente o clube argentino dentro de campo, o ídolo fechou as portas de La Bombonera para o seu retorno em função de uma intriga com o presidente Daniel Angelici. A briga envolveu a homenagem que o meio-campista recebeu no Troféu Mesa Redonda, da TV Gazeta, na terça-feira, conforme ele revelou em entrevistas à TyC Sports e à Fox Sports.
De volta a Buenos Aires, um orgulhoso Riquelme pretendia exibir o seu prêmio no gramado de La Bombonera, sábado, dia do jogo contra o Godoy Cruz. “Pedi ao meu representante que comunicasse Angelici sobre o troféu que me deram no Brasil, algo importante para mim, e perguntasse se poderia compartilhar com a torcida do Boca. Mas o presidente disse que não, que talvez em 2013. Foi uma lástima. Que ele não se preocupe porque não sei onde estarei no ano que vem ou se meu filho Agustín quebrará o prêmio”, ironizou o ídolo, lembrado pela TV Gazeta como um dos mais importantes da história da Copa Libertadores da América.
Torcedor declarado do modesto Tigre, que disputa a final da Copa Sul-americana com o São Paulo, Riquelme adiantou que dificilmente voltará a jogar em outro clube da Argentina. “O Sergio Massa (homem forte do clube) fica louco, pedindo todos os dias para eu disputar a Copa com o Tigre. Sou chamado pelo Argentinos Juniors também. Racing, Colón.... Recebo contatos de todos os clubes, menos do River Plate”, sorriu, ao citar o maior rival do seu Boca Juniors. “Mas é difícil ir para outro time argentino. Sou muito bostero”, definiu-se, utilizando o apelido para os fãs boquenses.
Caso decida jogar no Brasil, Riquelme não tem apenas Cruzeiro, Flamengo e Grêmio como possíveis destinos. O Santos também manifestou interesse na contratação do meia argentino.
