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Aposentado, Dininho lamenta por Palmeiras e Flamengo e crê no Azulão

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

Depois de alguns minutos de espera, Dininho voltou do curral de sua propriedade no sudoeste de Minas Gerais e atendeu à reportagem da Gazeta Esportiva.net para falar sobre o atual momento vivido pelas equipes em que atuou no Brasil. Literalmente um ‘beque de fazenda’, o ex-zagueiro acredita na seriedade da diretoria do São Caetano para que o clube volte à elite nacional e lamentou o rebaixamento do Palmeiras.

Longe dos gramados desde que deixou o Catanduvense em 2011, Dininho trocou a rotina de treinamentos pela tranquila vida no campo em uma pequena cidade mineira, e garante que está satisfeito com a nova vida. “Vivo em Itapagipe, aqui em Minas. Mexo com gado de corte, leiteiro, é uma coisa que eu sempre fiz e a agora voltei. Senti falta, porque foram quase 20 anos de futebol. Sinto falta do futebol também, de acordar cedo pra treinar, concentrar. Mas estou feliz deste jeito”, afirmou.

Aos 37 anos, Irondino Ferreira Neto não deixou de acompanhar os times que defendeu em quase 15 anos de carreira. Contratado pelo Palmeiras em 2006 depois de ser um dos destaques da ascensão meteórica do São Caetano e de uma rápida passagem pelo Sanfrecce Hiroshima-JAP, ele aposta na história para que o Verdão consiga se reerguer após nova queda.

“Eu fico na torcida pra que as coisas se resolvam o mais rápido possível. Tenho amigos lá, como o goleiro Bruno. Existem pessoas de caráter muito grande. Um time que tem a grandeza e a história do Palmeiras, a gente não espera que isso aconteça. Fico chateado, mas acontece. Tenho certeza que dará a volta por cima, porque tem tradição, camisa e estrutura”, ressaltou.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Ex-zagueiro chegou a atuar com Valdivia, escolhido por torcedores como um dos vilões do rebaixamento
Com carinho especial pelo Azulão, onde jogou de 1998 a 2005 e participou dos vices nos Brasileiros de 2000 e 2001, da Libertadores de 2002 e do título do Paulistão em 2004, Dininho estranha a demora para o clube voltar à Série A. Há seis anos longe da elite, o time do Anacleto Campanella bateu na trave na Série B desta temporada e, se depender de seu ex-xerife, o acesso é questão de tempo no ABC Paulista.

“O São Caetano caiu e ainda não voltou, mas tem estrutura, honra com os compromissos e a diretoria tem honestidade. Logo vai estar na Primeira Divisão de novo. Vão conseguir montar um time bom, porque todo jogador quer jogar num time que paga e lá eles pagam”, declarou.

Se no Azulão a aposta é nos salários em dia, o assunto é motivo de preocupação para Dininho com Flamengo. Em uma temporada na Gávea, o ex-defensor conheceu de perto a falta de organização rubro-negra. Otimista com vitória de Eduardo Bandeira de Mello nas eleições para presidente, ele acredita que a história pode mudar.

“Passei um período curto, joguei pouco, mas sempre teve dificuldade de ter o salário em dia. Agora com a nova diretoria a gente espera que possam pagar os salários. É a maior torcida do Brasil, tem que fazer algo diferente, algo mais. Tem que montar times melhores”, alertou Dininho, antes de retomar seus serviços na fazenda em Itapagipe.

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